O mercado financeiro brasileiro encerrou a sexta-feira (30) em clima de cautela, com o Ibovespa fechando em queda após um movimento de realização de lucros, apesar do forte desempenho acumulado em janeiro.
O dólar avançou e voltou a se aproximar de R$ 5,25, influenciado pela disputa em torno da formação da Ptax de fim de mês e pelo fortalecimento da moeda norte-americana no exterior.
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a sexta-feira em queda firme, após uma sessão marcada por volatilidade e realização de lucros, diante dos ganhos fortes acumulados no mês de janeiro embalados por fluxos de capital estrangeiro.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,97%, a 181.363 pontos. Na mínima da sessão, marcou 180.088,53 pontos. No melhor momento, alcançou 183.620,36 pontos.
Com tal desempenho, o Ibovespa acumulou alta de 1,40% na semana e de 12,9% em janeiro.
Dólar
O dólar fechou a sexta-feira com alta firme no Brasil e novamente próximo dos R$ 5,25, influenciado pela disputa pela formação da Ptax de fim de mês e pelo avanço da moeda norte-americana no exterior. O dia foi pautado pela reação dos investidores à indicação do substituto de Jerome Powell no Federal Reserve e às tensões entre EUA e Irã.
O dólar à vista fechou o dia com alta de 1,04%, aos R$ 5,2481, mas ainda assim encerrou o primeiro mês do ano com baixa acumulada de 4,39%. Na semana, a divisa cedeu 0,75%.
Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).
Em função da disputa, investidores comprados em dólar forçaram a alta das cotações nos horários próximos às janelas de coleta do BC, às 10h, 11h, 12h e 13h.
Além deste fator técnico, o dólar acompanhava o exterior, onde a divisa norte-americana subia ante as demais após o presidente dos EUA, Donald Trump, escolher o ex-diretor do Fed Kevin Warsh para chefiar o banco central do país ao fim do mandato de Powell, em maio.
Entre os investidores, uma das avaliações foi a de que Warsh, apesar de favorável ao corte de juros pelo Fed, seria menos radical neste sentido do que outros nomes que eram cogitados para o cargo. Assim, a percepção de que os juros podem não cair tão cedo dava força à moeda norte-americana.