O Ibovespa encerrou a sexta-feira em patamar recorde, acima dos 179 mil pontos, impulsionado por um forte fluxo de capital estrangeiro e uma valorização semanal de 8,66%, enquanto o dólar fechou o dia próximo da estabilidade, cotado a R$ 5,28, favorecido pelo alívio nas tensões geopolíticas globais e pelo apetite ao risco que garantiu à moeda americana uma queda acumulada de 1,59% na semana.
Ibovespa
O Ibovespa encerrou esta sexta-feira em patamar histórico, superando a marca dos 179 mil pontos pela primeira vez. O movimento consolidou a quinta sessão consecutiva de ganhos, impulsionado por um robusto fluxo de capital estrangeiro resultante de uma rotação global de portfólios.
O índice de referência da bolsa brasileira fechou com alta de 1,98%, aos 179.063,59 pontos, após atingir a máxima de 180.532,28 pontos durante o pregão ambos novos recordes para fechamento e intradia. O volume financeiro foi expressivo, somando R$ 33,26 bilhões, mantendo-se acima da média diária registrada em 2025.
Com o desempenho de hoje, o Ibovespa acumulou uma valorização de 8,66% na semana, elevando os ganhos neste início de 2026 para 11,13%. De acordo com especialistas, o apetite dos investidores ao risco e a melhora no cenário geopolítico global têm sido os principais motores para a entrada de recursos no mercado acionário local.
Dólar
O dólar fechou a sexta-feira próximo da estabilidade, perdendo fôlego ante o real na segunda metade da sessão. A divisa foi diretamente influenciada pela forte performance do Ibovespa e pela atuação de investidores estrangeiros na compra de ativos brasileiros, o que mitigou as pressões de alta vistas pela manhã.
A moeda norte-americana à vista encerrou com leve valorização de 0,08%, cotada a R$ 5,2876. Apesar do ajuste marginal hoje, o saldo semanal para o dólar foi de queda de 1,59%, acumulando um recuo de 3,67% no ano. Na mínima do dia, a divisa chegou a tocar os R$ 5,2738.
O cenário externo contribuiu para a dinâmica cambial, com o mercado reagindo positivamente ao acordo envolvendo a Groenlândia e o acesso dos EUA à ilha, o que reduziu as tensões geopolíticas. “Grande parte deste movimento se deve aos estrangeiros investindo em ativos brasileiros”, destacou Thiago Avallone, especialista da Manchester Investimentos.