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sexta-feira, janeiro 2, 2026

Na Primeira Sessão de 2026, Ibovespa Fecha em Queda com Minerva e MBRF

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O Ibovespa voltou a orbitar os 162 mil pontos, mas fechou em queda nesta sexta-feira (2), no primeiro pregão do ano. As ações daMinerva e da MBRF ficaram entre as maiores perdas após decisão da China de aplicar tarifas de importação para carne bovina.

O índice brasileiro caiu 0,36%, a 160.538,69 pontos, após marcar 161.956,56 pontos na máxima e 160.059,14 pontos na mínima do dia.

O dólar terminou o dia em baixa firme, em um movimento de ajuste de posições, após um pregão de baixa liquidez nos mercados por conta das festas de fim de ano.

A moeda fechou em queda de 1,19%, aos R$ 5,4238 na venda. Na mínima intradia, o dólar atingiu R$ 5,4176 (-1,30%), às 15h23. A cotação máxima de R$ 5,4517 (-0,68%) foi atingida às 12h21.

Primeira sessão de 2026

Em sessão marcada por baixa liquidez na bolsa, entrecortada por feriado e fim de semana, o volume financeiro somou R$ 19,47 bilhões.

A queda ocorre após o Ibovespa registrar em 2025 uma alta de quase 34%, no melhor desempenho anual em nove anos, tendo quebrado vários recordes no ano passado.

No exterior, Wall Street fechou com o S&P 500 em alta de 0,19% e o Dow Jones com elevação de 0,66%, enquanto o Nasdaq terminou praticamente estável.

A partir de segunda-feira, o Ibovespa passa a ter uma nova composição, com entrada das ações da empresa de saneamento Copasa e saída dos papéis da operadora de turismo CVC Brasil, conforme a terceira e última prévia.

Câmbio

Às 17h54, o contrato de dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais negociado no Brasil — caía 1,01% na B3, aos R$ 5,4640.

Para operadores do mercado ouvidos pela Reuters, o movimento visto nesta sexta-feira já era aguardado.

“Já era esperado esse movimento, uma vez que tivemos uma alta bem significativa no fim do ano puxada pelas remessas de dividendos de grandes empresas multinacionais. É um ajuste normal devido a essas remessas”, disse Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos.

Para Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital, o movimento também reflete um movimento do “mercado buscando novamente seu preço de equilíbrio no câmbio que, na nossa opinião, sempre foi abaixo de R$ 5,40”.

Durante a tarde, o Banco Central informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$ 8,410 bilhões em dezembro até o dia 26. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de US$ 15,047 bilhões no período. Pelo canal comercial, o saldo do mês até o dia 26 foi positivo em US$ 6,637 bilhões.

Mais cedo, a pesquisa do Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) mostrou que a atividade industrial no Brasil encerrou 2025 com a retração mais acentuada em três meses em dezembro, com redução da produção e das encomendas diante da fraqueza da demanda. O índice, compilado pela S&P Global, caiu a 47,6 em dezembro, de 48,8 em novembro, indo mais abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração.

Com as principais autoridades brasileiras em recesso, as atenções do mercado agora se voltam para a publicação dos dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na próxima semana.

No exterior, às 17h54, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,22%, a 98,460.

Por lá, os agentes aguardam a publicação do relatório de empregos dos Estados Unidos, que sai na próxima semana, e mais notícias sobre quem será o sucessor de Jerome Powell como chair do Federal Reserve.



[Fonte Original]

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