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domingo, janeiro 25, 2026

Quem é Abelardo de la Espriella, o “Milei colombiano”

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As pesquisas têm indicado que o principal adversário de Iván Cepeda, candidato do presidente Gustavo Petro (que não pode tentar a reeleição porque a legislação local não permite mandatos presidenciais consecutivos) na eleição presidencial na Colômbia, será o advogado Abelardo de la Espriella, de 47 anos.

Os levantamentos apontam que ele é o nome mais próximo de Cepeda e em algumas pesquisas até tem aparecido em primeiro lugar para a disputa, que terá o primeiro turno em 31 de maio.

Espriella criou o movimento Defensores da Pátria e é comparado com o presidente argentino, Javier Milei, por defender propostas de liberdade econômica e corte de gastos públicos. Outra semelhança é que o animal-símbolo da sua campanha é o tigre – na corrida vitoriosa pela Casa Rosada em 2023, Milei adotou o leão como “mascote”.

Outras pautas conservadoras que ele defende são as restrições ao aborto e “mão de ferro” contra o crime organizado.

“Há três meses, depois de um ano e meio de reflexão, tomei a decisão mais importante da minha vida: deixei uma vida tranquila em Florença [na Itália] e voltei para minha terra natal para salvá-la e reconstruí-la”, disse Espriella em um comício em Bogotá em novembro.

“Eu disse que só entraria na política se o país estivesse em extremo perigo — e Deus me mostrou que a hora havia chegado. Esta não é apenas uma batalha política, mas também moral e espiritual. O mal reside na Casa de Nariño”, acrescentou, citando a sede da presidência colombiana. “O Tigre despertou e, com seu amor, é invencível.”

Na ocasião, segundo informações do jornal El País, a deputada americana María Elvira Salazar, do Partido Republicano, declarou apoio a Espriella em uma mensagem de vídeo.

“O distanciamento entre Petro e [o presidente americano, Donald] Trump não beneficia ninguém. Não é bom para a economia da Colômbia, nem para seu futuro político. Espero que a Colômbia alcance o lugar que merece”, disse a parlamentar.

Extremamente crítico ao atual presidente esquerdista da Colômbia, Espriella escreveu em uma mensagem no X em 2024 que Petro dá sinal verde para “toda a macabra cadeia das drogas: desde permitir o plantio, não combater a produção e deixar que seus parceiros do cartel a comercializem, até consumi-las”.

Porém, Espriella tem suas próprias controvérsias. Ele foi criticado por ter proposto a legalização de 10% do dinheiro proveniente do narcotráfico e de outros crimes na Colômbia.

“Por que não legalizar 10% do capital ilegal que existe atualmente na Colômbia devido ao narcotráfico, à mineração ilegal e a todos os tipos de crimes? Por que não podemos fazer isso com a mineração ilegal, os traficantes de drogas e outros criminosos?”, disse, em entrevista à revista Semana.

No seu trabalho como advogado, Espriella foi questionado por ter defendido o ex-senador e ex-presidente da Federação Colombiana de Pecuaristas (Fedegán) Jorge Visbal, preso este mês após sua condenação a nove anos de prisão, por acusações de ligações com o grupo paramilitar Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), ter sido confirmada pela Corte Suprema de Justiça.

Porém, em 2009, a Procuradoria-Geral da Colômbia arquivou suas investigações sobre as supostas ligações de Espriella com as AUC e, em 2017, sobre supostas tentativas dele de extorquir os paramilitares.

O advogado também representou o empresário Alex Saab, apontado como testa de ferro do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, e David Murcia Guzmán, fundador da empresa DMG, acusada de um esquema de pirâmide que fraudou mais de 200 mil poupadores.

No ano passado, respondendo a críticas sobre sua vida profissional feitas por Enrique Peñalosa, ex-prefeito de Bogotá e pré-candidato à presidência, Espriella disse que sua atuação como advogado sempre seguiu parâmetros éticos e legais.

“Surpreende-me, respeitado Enrique Peñalosa, que, sendo um homem tão culto e experiente, o senhor continue a confundir o advogado com o cliente. Só para que o senhor fique tranquilo: nunca fui punido, nem criminalmente nem disciplinarmente, pelo meu trabalho como advogado de defesa. De qualquer forma, respeito a sua opinião”, escreveu no X.

A respeito de Saab, o Defensores da Pátria alegou em comunicado que Espriella defendeu o empresário “quando ainda não havia nenhum sinal de relações com o regime de Maduro” e que o advogado deixou de representá-lo quando ele se negou a colaborar com a agência antidrogas dos Estados Unidos (DEA, na sigla em inglês).

[Fonte Original]

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