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quinta-feira, janeiro 8, 2026

Trabalho análogo à escravidão: as churrascarias e restaurantes japoneses acusados de manter funcionários nessas condições – BBC News Brasil

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Crédito, Vinícius Mendes/BBC

Legenda da foto, Imóvel de cerca de 80 m² tinha 12 trabalhadores, entre garçons e passadores

    • Author, Vinícius Mendes
    • Role, De São Paulo para a BBC News Brasil
  • Tempo de leitura: 21 min

Era véspera do décimo dia do mês, mas Wellington, um maranhense de 26 anos nascido em Bacabal, município a 250 km de São Luís, acreditava que teria que esperar mais uma semana para receber, enfim, a primeira parte do seu salário de R$ 2 mil, um montante não muito maior do que o salário mínimo.

Ele tinha desembarcado em São Paulo havia três semanas, atraído pela oferta de uma agência de empregos para trabalhar como passador na churrascaria Boizão Grill, na região em que a Marginal Tietê atravessa o bairro do Pari, no Centro da cidade.

Passador é a pessoa responsável por circular — ou “passar” — por entre as mesas de churrascarias oferecendo cortes de carnes.

Até então desempregado, pai de um garoto de 6 anos, ele diz que topou a proposta mais pelos benefícios do que pelo salário em si: incluía a moradia subsidiada e três refeições diárias no restaurante.

[Fonte Original]

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