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sábado, janeiro 31, 2026

Analistas indicam cinco criptomoedas para comprar em fevereiro

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Resumo da notícia

  • Analistas destacam BTC, ETH, ARB, AVAX e XAUt em fevereiro.

  • Volatilidade macro e saídas institucionais pressionam o mercado cripto.

  • Stablecoins e infraestrutura ganham protagonismo estratégico.

O mercado de criptomoedas entra em fevereiro sob um clima de cautela, com preços pressionados, saída de capital institucional e aumento da sensibilidade a fatores macroeconômicos globais.

Na esteira do mercado de baixa, o preço do BTC amarga mais de 6% de queda nos últimos 30 dias e está 34% abaixo de sua máxima histórica, atingida em outubro do ano passado.

Dados recentes do analista CryptoOnchain mostram que a relação de volume entre Bitcoin e altcoins em exchanges centralizadas, medida por uma média móvel de 90 dias, caiu para 2,24, o menor nível desde dezembro de 2024.

De acordo com ele, em mercados de alta, esse indicador costuma sinalizar a migração de capital para ativos mais especulativos, dando início a uma “altseason”. Porém, no atual ambiente de baixa, a leitura é outra.

“Essa métrica não indica apetite por risco, mas uma retirada mais ampla de capital do ecossistema cripto”, destaca a análise. O Bitcoin recuou de seu pico de US$ 123 mil em outubro para cerca de US$ 83 mil, enquanto a capitalização das altcoins despencou quase 35%, de US$ 2 trilhões para US$ 1,3 trilhão.

Para o CryptoOnchain, o movimento reflete apatia institucional, pressão de venda no varejo e ausência de uma “fuga para a segurança” em direção ao próprio Bitcoin. Em vez disso, parte relevante do capital tem migrado para stablecoins ou diretamente para moedas fiduciárias.

Um mercado mais macro e menos cripto

Na avaliação de Renato Lima, cofundador e diretor de operações da Onda Finance, o comportamento do mercado em fevereiro será fortemente condicionado por dados macroeconômicos.

“O fluxo institucional segue ativo, mas a postura é claramente mais cautelosa. Ativos como o Bitcoin tendem a reagir rapidamente a movimentos de liquidez global e ao comportamento do dólar, o que exige gestão de risco redobrada por parte de investidores e empresas”, afirma.

Segundo ele, Ethereum e Solana continuam relevantes por conta de fundamentos e uso crescente, mas permanecem inseridos em um ambiente de oscilação elevada. Nesse cenário, as stablecoins ganham protagonismo não apenas como proteção contra volatilidade, mas como ferramentas operacionais para pagamentos internacionais, tesouraria corporativa e integração entre mercados tradicionais e on-chain.

“Elas se consolidam como ponte entre os dois mundos, especialmente em um ambiente de avanço regulatório, como o que observamos no Brasil”, diz Lima.

A leitura é reforçada por Nildson Alves, CEO da Onda Finance, ao analisar janeiro. Para ele, o mês foi marcado por um típico movimento de aversão a risco, impulsionado por incertezas fiscais nos Estados Unidos, volatilidade nos títulos japoneses e tensões geopolíticas ligadas a tarifas comerciais.

“O Bitcoin chegou a testar a faixa dos US$ 82 mil, mas não houve características de pânico. O que vimos foi uma redução tática de risco por parte de investidores institucionais”, afirma.

Esse comportamento se refletiu em saídas relevantes de ETFs de Bitcoin, que somaram mais de US$ 1,1 bilhão apenas na última semana de janeiro. Ao mesmo tempo, o mercado de stablecoins passou por uma contração pontual, especialmente na USDC, indicando um posicionamento mais defensivo.

Em contraste, o ouro físico registrou captação superior a US$ 1,5 trilhão em um único dia, evidenciando a migração temporária de capital para ativos considerados mais seguros.

Estabilidade frágil e sinais institucionais

Para Vivien Lin, Chief Product Officer da BingX, o mercado encontrou um ponto de estabilização técnica, ainda que o momentum de curto prazo permaneça enfraquecido. O Bitcoin, segundo ela, não conseguiu se manter acima da resistência entre US$ 88 mil e US$ 90 mil, recuando para a faixa de US$ 82 mil a US$ 85 mil no mercado à vista.

Apesar disso, os futuros da CME continuam sendo negociados próximos a US$ 94 mil, o que sinaliza interesse institucional persistente.

“As tendências atuais apontam para uma queda gradual, e não para uma grande liquidação. O mercado parece buscar um novo equilíbrio”, diz Lin.

No caso do Ethereum, o ativo testa suportes importantes entre US$ 2.700 e US$ 2.900, com dados on-chain considerados mistos, mas estáveis: saldos em exchanges continuam caindo, usuários ativos permanecem em níveis elevados e grandes detentores alternam entre compra e venda.

Lin também destaca o avanço das stablecoins no ecossistema institucional. A Fidelity anunciou recentemente uma stablecoin lastreada em dólar na rede Ethereum, a Fidelity Digital Dollar (FIDD), seguindo iniciativas semelhantes de bancos como JPMorgan e Citi.

Ao mesmo tempo, a USDC atingiu volumes recordes de transferência na Ethereum no quarto trimestre de 2025, com cerca de US$ 4,5 trilhões, crescimento superior a 400% em base anual. “Isso consolida as stablecoins como fonte central de liquidez no DeFi e nas operações corporativas”, afirma.

As 5 criptomoedas para fevereiro

Nesse cenário de retração e reposicionamento, especialistas indicam uma lista que mistura ativos âncora, infraestrutura e proteção contra volatilidade. A seleção não mira ganhos explosivos de curto prazo, mas sim relevância estrutural para atravessar um ambiente de incerteza.

1. Bitcoin (BTC)

Para Marcelo Person, Crypto Treasury & Markets Director da Foxbit, o Bitcoin continua sendo o principal indicador de sentimento do setor. “Mesmo em períodos de volatilidade, sua liquidez, função de reserva de valor digital e adoção institucional o mantêm como referência para todo o mercado”, afirma.

Person destaca que os fluxos de ETFs spot e o interesse de grandes investidores seguem como fatores estruturais de suporte. Em fevereiro, segundo ele, o BTC deve continuar ditando o tom das demais criptomoedas, reagindo rapidamente a dados macroeconômicos, política monetária e variações do dólar. Em um ambiente de menor apetite por risco, a exposição ao Bitcoin funciona tanto como posicionamento estratégico quanto como ferramenta de monitoramento do sentimento geral do mercado.

2. Ethereum (ETH)

Person também indica que o Ethereum permanece no centro da inovação em contratos inteligentes, DeFi, tokenização e, mais recentemente, no avanço institucional das stablecoins. Para Person, o ativo segue como “a principal plataforma para a economia digital descentralizada”, com uma base de desenvolvedores e um ecossistema que poucos projetos conseguem igualar.

Os upgrades contínuos, incluindo melhorias em rollups e escalabilidade, reforçam sua relevância para os próximos ciclos. Além disso, a escolha de grandes instituições, como a Fidelity, de lançar stablecoins sobre a rede Ethereum fortalece a tese de que o ETH se consolida como camada base para finanças digitais reguladas e globais.

3. Arbitrum (ARB)

O analista da Foxbit também aposta na Arbitrum que se destaca como o rollup com maior TVL (valor total bloqueado) do mercado. Com a escalabilidade do Ethereum se tornando pauta central para empresas e desenvolvedores, a tese das L2s ganha ainda mais força.

Dados recentes apontam crescimento de atividade on-chain e migração de novos protocolos para a rede. Há também expectativa de novos incentivos e redistribuições de tokens ao longo de 2026, o que pode ampliar a base de usuários. Para analistas, o ARB representa uma aposta na infraestrutura que sustenta o próprio Ethereum, e não apenas em aplicações finais.

4. Avalanche (AVAX)

A Avalanche surge como um dos projetos mais alinhados à tendência de convergência entre cripto e finanças tradicionais. Sua compatibilidade com a EVM e o foco em aplicações financeiras, como tokenização de ativos e soluções corporativas, atraem atenção de empresas e gestores institucionais.

Segundo Person, essa adaptabilidade pode favorecer movimentos de preço à medida que o mercado busca redes com uso real, governança clara e capacidade de integração com modelos empresariais. Em um ciclo em que infraestrutura e compliance ganham peso, a Avalanche se posiciona como uma alternativa técnica e regulatória ao domínio do Ethereum.

5. XAUt

Fora do eixo tradicional de tokens por capitalização de mercado, a XAUt, stablecoin lastreada em ouro e emitida pela Tether, aparece como destaque em fevereiro. Com o ouro físico em máximas e o capital global migrando temporariamente para proteção, ativos vinculados ao metal precioso ganham relevância como alternativa ao dólar-pegged.

Para Person, esse tipo de instrumento oferece exposição ao ouro dentro da infraestrutura cripto, combinando liquidez on-chain com reserva de valor tradicional. Em um ambiente de incerteza geopolítica e monetária, a XAUt se posiciona como ponte entre mercados de commodities e finanças digitais.

[Fonte Original]

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