O Bitcoin dá continuidade nesta segunda-feira (5) a recuperação de preços que apresentou no final de semana e avança mais 1,5% nas últimas 24 horas, para US$ 92.714. Em reais, a criptomoeda líder do mercado é negociada a R$ 503.575, segundo dados do Portal do Bitcoin.
A alta do BTC acompanha o bom desempenho dos ETFs da criptomoeda neste início de ano. O ETF à vista de Bitcoin da BlackRockregistrou na sexta-feira (2) sua maior entrada em um único dia em quase três meses, à medida que investidores aumentaram a exposição a fundos ligados a criptomoedas.
O aumento das tensões geopolíticas após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos também ajudou a impulsionar o ativo para uma quarta sessão consecutiva de alta diária.
Na sexta-feira, o iShares Bitcoin Trust (IBIT), da BlackRock, registrou entradas de US$ 287,4 milhões, seu maior volume diário desde 8 de outubro de 2024, segundo dados da Farside Investors.
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O movimento ocorre enquanto os mercados assimilam a controversa operação militar do governo Trump para capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro no fim de semana, o que levou os preços futuros do petróleo a mínimas de quatro anos, enquanto os mercados de cripto se mantiveram estáveis.
“A captura de Maduro pelos EUA sinaliza um aumento relevante na volatilidade”, disse Sean Dawson, chefe de research da plataforma de opções on-chain Derive, ao Decrypt. “O desrespeito do governo Trump às normas geopolíticas mostra que o presidente está disposto a ir até as últimas consequências para promover sua política de ‘America First’.”
“Dado que a família Trump, juntamente com seus aliados políticos, possui investimentos pessoais em cripto, a recente operação militar é positiva, pois mostra que o governo vê os ativos digitais como estrategicamente alinhados aos interesses dos EUA”, acrescentou Dawson.
O movimento ‘America First’
“O aumento nos fluxos para ETFs de Bitcoin, portanto, não é surpreendente”, afirmou ele, à medida que os investidores passam a precificar um cenário prolongado de política ‘America First’, marcado por assertividade geopolítica, incerteza política e um ambiente regulatório favorável às criptomoedas como “ativo estratégico e proteção macroeconômica”.
Os ETFs à vista de Bitcoin nos EUA registraram entradas totais de US$ 471,3 milhões na sexta-feira, o maior volume diário combinado desde meados de novembro, compensando saídas anteriores e elevando as entradas líquidas semanais para US$ 459 milhões.
“O rebalanceamento de portfólio no início do ano provavelmente é um fator; o Bitcoin teve desempenho inferior a outros ativos no quarto trimestre de 2025 e, como resultado, ficou abaixo de seu peso-alvo, o que levou a entradas com o rebalanceamento do começo do ano”, disse Pratik Kala, chefe de research da Apollo Crypto, ao Decrypt.
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Kala também citou que a “colheita de prejuízos fiscais no quarto trimestre deu lugar à manutenção de um viés comprado no primeiro trimestre de 2026”, além de enfatizar que “a captura forçada de Maduro consolida o caso de uso do Bitcoin”.
“Uma reserva de valor descentralizada e não censurável, cada vez mais necessária em um mundo polarizado e com uma ordem global em rápida transformação”, acrescentou.
O impulso das entradas em ETFs de Bitcoin se espalhou: o FBTC, da Fidelity, ganhou US$ 88,1 milhões; o BITB, da Bitwise, adicionou US$ 41,5 milhões; e o GBTC, da Grayscale, atraiu US$ 15,4 milhões.
* Traduzido e editado com autorização do Decrypt.
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