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quinta-feira, janeiro 15, 2026

Bitcoin Quantum: Fork pioneiro do BTC testa proteção contra ameaça quântica

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Resumo da notícia:

  • BTQ Technologies lança testnet “Bitcoin Quantum” para validar o primeiro fork do Bitcoin projetado especificamente para resistir à computação quântica.

  • O projeto utiliza o padrão criptográfico ML-DSA, adotado pelo governo dos EUA.

  • O lançamento ocorreu no 17º aniversário do Bloco Gênesis do Bitcoin, remetendo a vulnerabilidade das carteiras de Satoshi Nakamoto.

A BTQ Technologies anunciou o lançamento de uma testnet do Bitcoin (BTC) resistente à computação quântica em 12 de janeiro de 2026, data em que se comemorou o 17º aniversário da mineração do bloco gênesis por Satoshi Nakamoto.

O “Bitcoin Quantum” é o primeiro fork do Bitcoin projetado para ser totalmente imune à quebra de chaves criptográficas por computação avançada. O lançamento vai permitir que mineradores, desenvolvedores, pesquisadores e usuários testem a resistência da rede a ataques quânticos em um ambiente aberto e não permissionado.

A iniciativa busca uma solução prática para mitigar os riscos de vulnerabilidade à ameaça quântica e reforçar a segurança da rede Bitcoin, que atualmente possui uma capitalização de mercado de aproximadamente US$ 2 trilhões.

De acordo com o comunicado divulgado pela BTQ Technologies, a “Bitcoin Quantum” adota um algoritmo criptográfico desenvolvido pelo NIST (Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA). O ML-DSA (Module-Lattice-Based Digital Signature Algorithm) substitui o algoritmo de assinatura digital de curva elíptica (ECDSA) utilizado atualmente na rede.

O ECDSA é vulnerável ao algoritmo de Shor, que permitiria a um computador quântico derivar chaves privadas a partir de chaves públicas expostas na blockchain. O governo dos EUA, sob a diretiva NSM-10, exige que os provedores de infraestrutura migrem para soluções pós-quânticas até 2035, enquanto a NSA já determinou a adoção do ML-DSA para sistemas de segurança nacional.

O objetivo do lançamento da testnet é validar a eficiência desse novo padrão criptográfico em um ambiente de produção experimental antes de qualquer migração definitiva, explicou Olivier Roussy Newton, CEO da BTQ Technologies:

“Enquanto a comunidade Bitcoin em geral debate abordagens pós-quânticas, estamos oferecendo um ambiente aberto e em tempo real onde toda a indústria pode testar, validar e aprimorar soluções resistentes à computação quântica antes que a ameaça se concretize.”

Os debates sobre os riscos da computação quântica à segurança da rede vêm mobilizando a comunidade do Bitcoin perante os avanços acelerados da tecnologia.

A discussão sobre forks no Bitcoin não é algo novo. As atualizações que introduziram o SegWit e o Taproot, por exemplo, resultaram em mudanças fundamentais na estrutura das transações. No entanto, a ameaça quântica é vista como um desafio inédito.

A governança do Bitcoin, historicamente lenta e focada na preservação das características fundamentais da rede, enfrenta o desafio de coordenar uma atualização técnica inédita sem fragmentar a comunidade ou a segurança da rede principal.

Linha do tempo da computação quântica. Fonte: Delphi Digital

O risco de US$ 600 bilhões e o fator Satoshi

Um estudo publicado recentemente pela Delphi Digital estima que aproximadamente 6,26 milhões BTC — equivalentes a mais de US$ 600 bilhões — estejam vinculados a endereços com chaves públicas expostas, tornando-os vulneráveis a ataques quânticos em um futuro não muito distante. Inclusive os mais de 1 milhão de BTC atribuídos a Satoshi Nakamoto.

Grandes gestoras de investimentos, como a BlackRock e a VanEck, já manifestaram preocupação com a “ameaça quântica”, reconhecendo que os supercomputadores poderão comprometer a segurança dos ativos sob custódia de seus ETFs de Bitcoin.

O impacto de uma eventual vulnerabilidade criptográfica poderia representar um risco existencial para a promessa de soberania digital e propriedade privada do Bitcoin. Segundo o estudo, o “Bitcoin Quantum” tem potencial para se tornar “a apólice de seguro definitiva, garantindo que a promessa original do dinheiro digital soberano sobreviva à transição para uma era pós-quântica.”

Ao oferecer um ambiente de testes, o projeto não busca substituir o Bitcoin original, mas sim atuar como um laboratório para garantir que a promessa de dinheiro digital soberano sobreviva à transição quântica, enfatiza Newton:

“A ameaça quântica não espera por consenso. Ao lançarmos a testnet no 17º aniversário do bloco gênesis do Bitcoin, buscamos honrar a visão de Satoshi de um sistema monetário seguro e descentralizado, ao mesmo tempo que garantimos que essa visão possa sobreviver à transição criptográfica mais significativa da história da computação.”

Conforme noticiado pelo Cointelegraph Brasil, não há consenso na comunidade do Bitcoin sobre a janela de tempo hábil para fazer as atualizações necessárias para preservar a integridade da rede frente ao avanço da computação quântica.

Figuras proeminentes como Adam Back e Michael Saylor, presidente da Strategy, minimizam o risco imediato. Por outro lado, Paolo Ardoino, CEO da Tether, Charles Edwards, CEO da Capriole Investments, e Nic Carter, pesquisador e fundador da Castle Island Ventures, vêm alertando para a urgência de implementar soluções.

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[Fonte Original]

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