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terça-feira, janeiro 27, 2026

Como a decisão de juros dos EUA irá afetar o Bitcoin

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O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, se reúne nesta semana para definir a taxa básica de juros da maior economia do mundo, com a decisão sendo anunciada na quarta-feira (28). Como um dos principais ativos do mercado financeiro, o Bitcoin acompanha atentamente esse movimento e pode registrar alta ou queda, dependendo do posicionamento adotado pelos dirigentes norte-americanos.

Para esta reunião específica, a principal expectativa do mercado é que o Fed mantenha a taxa de juros inalterada, atualmente situada entre 3,5% e 3,75%. Diante desse cenário, o Bitcoin tende a apresentar baixa volatilidade, uma vez que o mercado já teria precificado, em grande parte, a manutenção das atuais condições econômicas dos Estados Unidos.

“Acreditamos que essa decisão [de manter a atual taxa de juros], por si só, não deve gerar um impacto relevante para o Bitcoin no curto prazo, já que o CME Group aponta uma probabilidade de 97% para esse cenário. Ou seja, o mercado já precificou amplamente essa informação”, afirma Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin (MB).

O especialista ressalta que o ponto mais importante do encontro será o discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, especialmente durante a sessão de perguntas e respostas. “É nesse momento que o banco central costuma sinalizar o tom para as próximas decisões, oferecendo uma direção para a reunião de março. Atualmente, também há uma alta probabilidade de manutenção dos juros nesse próximo encontro, mas esse cenário pode mudar dependendo do tom adotado por Powell”, explica.

Szuster destaca que, se o discurso for mais dovish (indicar uma postura favorável e possibilidade de cortes futuros nos juros) o mercado pode reagir de forma positiva. Por outro lado, se o tom for mais hawkish (postura mais rígida no combate à inflação, com ênfase na manutenção de juros elevados por mais tempo), esse cenário já está majoritariamente precificado, o que reduz a assimetria negativa para os ativos de risco.

Reportagem do portal CoinDesk mostra que o Morgan Stanley espera que o Federal Reserve adote um sinal mais otimisma para novos cortes no futuro, ao manter no comunicado a expressão “considerando o intervalo e o momento para novos ajustes na faixa da taxa”. Isso indicaria que o afrouxamento monetário continua sendo uma possibilidade. 

Bitcoin pode sofrer com tom do Fed

Analistas financeiros do ING, banco holandês, também acenderam ao CoinDesk um sinal de alerta: a decisão de manter os juros inalterados pode fortalecer o dólar americano, o que potencialmente enfraqueceria ativos denominados na moeda norte-americana, como o Bitcoin.

O racional por trás desse movimento está na dinâmica dos juros elevados nos Estados Unidos. Com a taxa básica permanecendo alta por mais tempo, os títulos do Tesouro americano seguem oferecendo retornos atrativos e de baixo risco, o que tende a atrair capital global e fortalecer o dólar. 

Esse cenário aumenta o custo de oportunidade de manter posições em ativos de risco, como o Bitcoin, que não oferecem rendimento, além de pressionar ativos denominados na moeda norte-americana. Assim, parte dos investidores pode optar por migrar recursos para a renda fixa, reduzindo o fluxo para o mercado cripto.

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Novo presidente do Fed no horizonte

A grande mudança para a economia dos EUA virá em maio, quando termina o mandato de Jerome Powell como presidente no Fed. Donald Trump já deixou claro sua instatisfação com a conduta da taxa de juros e indicou que seu indicado para assumir o banco central deve ser uma pessoa alinhada com uma visão de política monetária mais frouxa e amigo do setor cripto.

O indicado de Trump pode ser Kevin Hassett, que é um economista que já trabalhou no Fed, foi pesquisador do American Enterprise Institute e tem uma ligação profunda com o Partido Republicano, já que foi conselheiro dos candidatos presidenciais John McCain (1936-2018), Mitt Romney e George W. Bush, em sua reeleição em 2004. 

Além disso, o economista já divulgou que tem o equivalente a US$ 1 milhão em ações da Coinbase, além de ter atuado como conselheiro da empresa. Hassett também participou do grupo de trabalho sobre ativos digitais da Casa Branca, que produziu um documento opinando como deve ser a regulamentação do setor de criptomoedas nos EUA.

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Hassett defende uma política monetária mais frouxa e já afirmou publicamente que, se estivesse no comando do Federal Reserve, “estaria cortando juros agora”, posição que o coloca alinhado ao desejo de Donald Trump por um ciclo mais agressivo de reduções.

Ele argumenta que os dados econômicos atuais justificariam afrouxamento, sustentando que a inflação teria recuado de forma mais significativa do que mostram os indicadores oficiais, uma leitura que especialistas consideram excessivamente otimista.

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