A Fidelity Investments expandirá sua oferta de ativos digitais com planos de lançar sua própria stablecoin atrelada ao dólar americano, a Fidelity Digital Dollar (FIDD), informou a empresa em um comunicado à imprensa. O novo token estará disponível para investidores de varejo e institucionais “nas próximas semanas” e funcionará na blockchain do Ethereum.
A stablecoin será emitida pela Fidelity Digital Assets, subsidiária da empresa focada em criptomoedas, e será totalmente lastreada em dólares americanos e equivalentes em dinheiro de alta qualidade.
“Como gestora de ativos líder e pioneira em ativos digitais, a Fidelity está em uma posição única para fornecer aos investidores utilidade on-chain por meio de um dólar digital”, disse no comunicado Mike O’Reilly, presidente da Fidelity Digital Assets.
O novo token da Fidelity baseado em Ethereum entrará em um mercado muito concorrido, com concorrentes como o USDC da Circle e o USDT da Tether, que juntos representam 82% da capitalização total do mercado de stablecoins.
O momento das stablecoins
As stablecoins experimentaram um crescimento recorde em 2025. Ao final do ano, a capitalização de mercado da categoria havia crescido 49%, atingindo US$ 306 bilhões. Nesta quarta-feira (28), a capitalização de mercado alcançou US$ 311,5 bilhões, de acordo com o agregador de preços de criptomoedas CoinGecko.
O crescimento deve-se em grande parte à assinatura da Lei GENIUS nos EUA em julho passado, que regulou a emissão e negociação de stablecoins no país.
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Em março de 2025, uma pessoa familiarizada com a empresa disse ao Decrypt que a Fidelity havia começado a testar uma stablecoin. Na época, ela afirmou que a gestora de ativos de US$ 5 trilhões ainda não estava pronta para lançar o token no mercado.
A iniciativa da Fidelity reflete o crescente interesse das instituições financeiras tradicionais em stablecoins, à medida que a liquidação baseada em blockchain ganha força — embora nem todas elas queiram oferecer um produto para o varejo.
O JPMorgan causou alvoroço no ano passado ao registrar a marca “JPMD”, dando início a especulações de que o banco lançaria em breve uma stablecoin. Mas o token acabou sendo um token de depósito em dólar que agora é negociado na Base, rede de segunda camada do Ethereum incubada pela Coinbase, e na Canton Network.
* Traduzido e editado com autorização do Decrypt.
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