Ilya Lichtenstein, hacker responsável pelo roubo de 119 mil bitcoins da Bitfinex em 2016, foi solto da prisão graças a uma lei assinada pelo presidente Donald Trump. Ele cumpria pena de cinco anos após se declarar culpado pelo ataque e permaneceu apenas 14 meses atrás das grades. O montante roubado vale na cotação de hoje cerca de US$ 10,7 bilhões (R$ 58 bilhões).
“Graças à Lei First Step do presidente [Donald] Trump, fui libertado da prisão antecipadamente”, disse Lichtenstein no X na quinta-feira (1º). “Continuo comprometido em causar um impacto positivo na área de cibersegurança assim que puder.”
A lei que beneficiou Lichtenstein é a First Step, um projeto de reforma prisional e de sentenças proposto e aprovado por legisladores em 2018, que tem o objetivo de economizar dinheiro dos contribuintes.
Lichtenstein agradeceu a seus apoiadores e criticou seus “haters”, escrevendo: “Estou ansioso para provar que vocês estão errados”, ao mesmo tempo em que reiterou que “continua comprometido em causar um impacto positivo na cibersegurança”.
O presidente Donald Trump concedeu indulto a diversas figuras do setor de criptomoedas, como Arthur Hayes da BitMex, Ross Ulbricht da Silk Road e Changpeng “CZ” Zhao da Binance. Porém, o caso de Ilya Lichtenstein não se trata de perdão, tendo sido beneficiado com outros presos pela entrada em vigor da nova lei.
O roubo à Bitfinex
Em agosto de 2016, Lichtenstein invadiu a exchange de criptomoedas Bitfinex, resultando no roubo de quase 120.000 Bitcoin.
Na época do roubo, os ativos valiam aproximadamente US$ 72 milhões. Com o aumento do mercado de criptomoedas, que impulsionou o Bitcoin a novas máximas históricas após a eleição de Donald Trump em novembro, esses Bitcoin hoje valeriam cerca de US$ 10,7 bilhões (R$ 58 bilhões), segundo dados do CoinGecko.
De acordo com os promotores, Heather Morgan, esposa do hacker, ajudou-o a lavar os fundos roubados até sua prisão. O casal foi acusado de conspiração para cometer lavagem de dinheiro e conspiração para enganar os Estados Unidos.
Lichtenstein admitiu ter explorado uma vulnerabilidade na infraestrutura de segurança da Bitfinex em 2016 para desviar Bitcoins avaliados na época em cerca de US$ 71 milhões.
De acordo com as declarações do DOJ, Lichtenstein usou técnicas sofisticadas de hacking para violar a segurança da Bitfinex, concedendo a si mesmo acesso não autorizado à sua rede. Ele iniciou mais de 2 mil transações para transferir 119.754 Bitcoins para uma carteira pessoal.
Lichtenstein então movimentou os fundos por meio de milhares de transações complexas em mercados e exchanges na darknet, aproveitando ferramentas de privacidade como misturadores de moedas e criptomoedas voltadas para a privacidade para encobrir seus rastros.
Apesar dos esforços para ocultar seu rastro, as ferramentas de inteligência de blockchain permitiram que as autoridades rastreassem os ativos e executassem uma das maiores apreensões cripto da história dos EUA.
A polícia recuperou aproximadamente 94 mil BTC de uma única carteira em 2022, agora avaliada em bilhões, o que representou um marco crítico na investigação.
Buscas subsequentes revelaram ativos adicionais, incluindo ouro físico, moedas digitais e dólares americanos.
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