Resumo da notícia
Itaú aponta janeiro como mês-chave para definir o rumo do mercado cripto em 2026
Bitcoin, Ethereum, XRP e Solana entram em zonas técnicas decisivas
Relatório indica níveis que podem confirmar alta ou reacender pressão vendedora
De acordo com uma análise divulgada pelo Itaú BBA, o comportamento dos preços em janeiro pode definir se o setor consolida uma retomada ou volta a enfrentar pressões mais intensas.
O relatório, assinado pelos analistas Lucas Piza (CNPI) e Fábio Perina (CNPI), aponta que dezembro trouxe um alívio relevante. Bitcoin e principais altcoins conseguiram se afastar de suportes críticos que, se rompidos, poderiam ter iniciado um novo ciclo de baixa. Esse movimento, embora ainda não confirme uma tendência clara de alta, reduziu significativamente o risco imediato de um bear market.
Ao mesmo tempo, os analistas alertam que o cenário segue indefinido. O início de 2026 exige atenção redobrada aos níveis técnicos, pois diversos ativos se aproximam de regiões que podem sinalizar pontos de compra para operações de curto prazo ou, no sentido oposto, retomar movimentos de queda caso resistências não sejam superadas.
Panorama geral indica equilíbrio frágil
De acordo com o Itaú, o mercado cripto entra em janeiro sustentado por uma recuperação técnica, mas ainda sem confirmação de tendência no médio prazo. O relatório destaca que a maioria dos ativos permanece acima da média móvel de 21 dias, enquanto segue abaixo da média de 200 dias, configuração típica de um mercado em transição.
Esse equilíbrio frágil exige análise individual de cada criptomoeda e ETF. Para os analistas, não há espaço para decisões generalizadas. Cada ativo apresenta estruturas próprias, com resistências bem definidas e suportes que precisam ser respeitados para evitar deterioração do cenário.
O Nasdaq Crypto Index (NCI), que reúne as principais criptomoedas do mercado, simboliza bem esse momento. O índice negocia próximo de uma resistência importante. Caso consiga superá-la, pode iniciar uma tendência de alta mais consistente. Por outro lado, uma perda dos suportes atuais reacenderia alertas de correção mais profunda.
Segundo o Itaú, acompanhar o NCI é fundamental, pois o índice oferece uma visão ampla do mercado cripto como um todo, especialmente por sua elevada exposição ao Bitcoin.
Bitcoin entra em ponto técnico crucial
O Bitcoin, principal ativo do mercado, é tratado como peça central do cenário de 2026. Os analistas do Itaú destacam que o BTC iniciou o ano sem tendência definida no curto prazo, operando dentro de uma faixa técnica bem delimitada.
A criptomoeda enfrenta uma resistência relevante que, se rompida, pode abrir espaço para avanços mais expressivos. Nesse cenário, o Bitcoin ganharia um ponto de compra claro, com objetivos técnicos superiores. No entanto, o relatório alerta que a perda do suporte-chave observado em dezembro seria um sinal negativo, podendo reacender um movimento de baixa.
Para os analistas, o comportamento do Bitcoin será determinante não apenas para o ativo em si, mas para todo o ecossistema cripto. A forte correlação entre BTC e o restante do mercado segue elevada, o que torna janeiro um mês decisivo para definir o tom de 2026.
O relatório também destaca os ETFs atrelados ao Bitcoin negociados na B3. Esses produtos refletiram estabilidade em dezembro e agora se aproximam de níveis técnicos que podem confirmar uma retomada de tendência, desde que resistências sejam superadas.
Ethereum testa força rumo à máxima histórica
O Ethereum aparece no relatório como um dos ativos mais sensíveis neste início de ano. Segundo o Itaú, o ETH também opera sem tendência definida, mas se aproxima de uma resistência técnica crucial.
Caso o ativo consiga superar essa região, os analistas avaliam que o Ethereum pode entrar em tendência de alta e, no médio prazo, voltar a testar sua máxima histórica. Esse movimento reacenderia o interesse institucional e poderia reforçar o desempenho do setor de contratos inteligentes e aplicações descentralizadas.
Por outro lado, o relatório é claro ao apontar que o Ethereum precisa se manter acima de um suporte importante para evitar a formação de uma tendência de baixa no médio prazo. A quebra desse nível mudaria significativamente a leitura técnica para 2026.
O ETF de Ethereum listado na B3 segue a mesma lógica. Ele se aproxima de resistências relevantes e pode entrar em tendência de alta caso consiga rompê-las, mas ainda exige cautela por parte dos investidores.
XRP evita cenário negativo e reacende expectativas
O XRP, token associado à Ripple, aparece no relatório como um ativo que conseguiu evitar um cenário de baixa em dezembro. Segundo os analistas do Itaú, essa reação foi suficiente para estabelecer uma nova resistência técnica.
Se o XRP superar esse nível, o ativo pode entrar em uma tendência de alta de curto prazo, com alvos bem definidos. O relatório destaca que esse movimento seria relevante após meses de pressão e consolidaria uma mudança de comportamento do mercado.
No entanto, o Itaú ressalta que o token ainda precisa respeitar um suporte-chave. A perda dessa região poderia levar a quedas mais intensas, invalidando o cenário construtivo observado no fim de 2025.
O ETF de XRP segue uma estrutura semelhante, com resistência clara e necessidade de manutenção de suportes para evitar deterioração no médio prazo.
Solana se recupera e mira resistências decisivas
A Solana foi outro destaque da análise. Após uma recuperação expressiva em dezembro, o ativo se aproximou de uma resistência relevante. Para os analistas do Itaú, esse nível é decisivo para definir se a Solana iniciará uma nova tendência de alta em 2026.
Caso consiga romper essa barreira, o relatório aponta espaço para avanços adicionais, com resistências superiores bem mapeadas. Esse cenário reforçaria o papel da Solana como uma das principais blockchains do mercado, especialmente em termos de eficiência e escalabilidade.
Por outro lado, o Itaú alerta que, em caso de correção, há um suporte importante que precisa ser preservado. A perda desse nível mudaria o cenário para o ativo e poderia levar a um período de maior pressão.
O ETF de Solana listado na B3 reflete a mesma dinâmica, operando em zona indefinida e aguardando confirmação técnica para definir o próximo movimento.