Resumo da notícia
Minerar 1 BTC custa cerca de US$ 130 mil, 41% acima do preço de mercado
EUA concentram 37,8% do hashrate global e lideram a mineração em 2025
Consumo anual da mineração global supera o gasto energético de países como Suécia e Holanda
Um estudo realizado pela BestBrokers e compartilhado com o Cointelegraph Brasil, revelou que minerar Bitcoin pode não ser uma atividade lucrativa já que, com o preço atual do BTC, e os valores da energia e custos de mineração, encontrar um BTC é 41% mais caro do que minerar.
O estudo leva em consideração o cenário da mineração de BTC nos EUA, país que responde por 37,8% de todos os BTCs mineradores em 2025, sendo a nação com o maior hashrate do globo.
De acordo com o estudo, as instalações de mineração no país consomem cerca de 158,20 GWh por dia, refletindo seu papel dominante na produção de Bitcoin, com uma média de a 171,13 BTC minerados diariamente.
A BestBrokers aponta que o aumento dos preços da energia elevou de forma significativa o custo da mineração nos Estados Unidos e nos últimos dois anos, o custo de eletricidade necessário para produzir um único Bitcoin aumentou de forma acentuada.
“Assim, ele atingiu aproximadamente US$ 130.000 por BTC em dezembro de 2025. Essa estimativa considera o preço médio da eletricidade comercial nos EUA, de US$ 0,141 por quilowatt-hora”, destaca a empresa.
Desse modo, considerando o preço atual do BTC em US$ 92 mil, minerar 1 BTC é 41% mais caro do que comprar a criptomoeda.
Maiores mineradores de BTC
A equipe da BestBrokers utilizou os dados mais recentes de mineração de Bitcoin do Cambridge Bitcoin Electricity Consumption Index para calcular o consumo de eletricidade da mineração e seu custo em dólares americanos. Extrapolamos o hashrate do Bitcoin por país com base no hashrate total da rede e na participação relativa de cada país em dezembro.
Com base nisso, os pesquisadores identificaram que uma média de 171 BTC é minerada diariamente nos Estados Unidos, a maior fatia da produção global. Esse volume consome impressionantes 158,2 GWh por dia, ou mais de 57.000 GWh por ano, mais de 1,3% da demanda anual total de energia do país.
Caso essa eletricidade seja adquirida da rede pelo preço médio comercial, o custo seria de US$ 22,2 milhões por dia. Para minerar um único BTC nos Estados Unidos aos preços atuais, os mineradores consumiriam energia equivalente a quase US$ 130.000, muito acima do preço atual da criptomoeda.
Estados Unidos: 171,13 BTC minerados, 158,20 GWh de energia consumidos por dia
China: 95,49 BTC minerados, 88,28 GWh de energia consumidos por dia
Cazaquistão: 59,80 BTC minerados, 55,29 GWh de energia consumidos por dia
Canadá: 29,29 BTC minerados, 27,08 GWh de energia consumidos por dia
Federação Russa: 21,09 BTC minerados, 19,50 GWh de energia consumidos por dia
Alemanha: 13,85 BTC minerados, 12,80 GWh de energia consumidos por dia
Malásia: 11,35 BTC minerados, 10,49 GWh de energia consumidos por dia
Irlanda: 8,91 BTC minerados, 8,23 GWh de energia consumidos por dia
Singapura: 8,69 BTC minerados, 8,03 GWh de energia consumidos por dia
Tailândia: 4,33 BTC minerados, 4,00 GWh de energia consumidos por dia
Além disso, o estudo aponta que diariamente, as operações de mineração em todo o mundo consomem aproximadamente 417,18 gigawatts-hora (GWh) de eletricidade para produzir cerca de 450 bitcoins, o que se traduz em uma necessidade energética anual de aproximadamente 152.270 GWh. Esse nível de consumo supera o uso anual de eletricidade de países inteiros, como Suécia, Noruega e Holanda.
Hashrate em alta
O hashrate global da mineração aumentou cerca de 32% entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025; ao mesmo tempo, as taxas caíram de forma significativa, a taxa média por transação caiu de US$ 5,18 em 19 de dezembro de 2024 para apenas US$ 0,66 em 19 de dezembro de 2025.
Além disso, o consumo de eletricidade por transação de Bitcoin diminuiu ao longo do último ano. Em dezembro de 2024, eram necessários 32,44 kWh para processar uma única transação; atualmente, esse mesmo processo requer apenas 4,41 kWh.
“Os preços do Bitcoin perderam força em novembro e dezembro de 2025, devolvendo parte dos ganhos acumulados no início do ano. Após meses de forte impulso, o mercado esfriou à medida que investidores realizaram lucros e o apetite por risco diminuiu, resultando em maior volatilidade no fim do ano.