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segunda-feira, janeiro 19, 2026

Renda fixa digital rende mais que CDBs de bancos e até mesmo que “produto mágico” do Master; veja comparação

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O caso do Banco Master pode ser um exemplo de como as informações sobre todos os produtos financeiros ainda não estão devidamente espalhadas pelo Brasil. A instituição financeira ganhou popularidade ao oferecer Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com retorno muito acima do praticado no mercado. Porém, poucos sabem que a renda fixa digital possibilita retornos ainda maiores, (mesmo que se comparando com os ganhos exorbitantes dos CDBs do Banco Master) e com a mesma segurança que os produtos mais conservadores das grandes instituições financeiras do Brasil.

Para se ter uma ideia da diferença de lucratividade: um investimento de R$ 10 mil em um CDB a 140% do CDI (como eram alguns produtos do Banco Master) renderia R$ 12.100 em um ano (ganho de R$ 2.100). Mas esse lucro cai consideravelmente com a tributação de Imposto de Renda que virá. Já os mesmos R$ 10 mil no produto de renda fixa digital do Mercado Bitcoin (MB), que contam com retorno de 20% ao ano, renderiam R$ 12.000 com grande possibilidade de isenção tributária.

Primeiro, vale ressaltar que o CDB é um título emitido por bancos para captar recursos. Em troca, a instituição paga juros ao investidor, normalmente atrelados ao CDI. Existem outras opções de renda fixa tradicional, como LCIs e LCAs, debêntures e Títulos do Tesouro.

Já a renda fixa digital costuma ser uma estrutura em que direitos creditórios e outros ativos reais (os chamados RWAs) são “tokenizados”, ou seja, passam a ter uma representação digital em blockchain, com regras de pagamento e registro das operações de forma automatizada. Diversas plataformas oferecem esse tipo de produto e casas como o Mercado Bitcoin (MB), umas das líderes desse mercado já tendo mais de R$ 570 milhões em volume emitido, oferecem ativos com retorno que chega a 20% ao ano com investimento inicial de apenas R$ 100.

A diferença das remunerações das ofertas começa pelo custo de captação. Bancos grandes, com base ampla de clientes e mais facilidade para levantar dinheiro, não precisam “comprar” recursos tão caro, por isso é comum ver CDBs na faixa de 90% a 100% do CDI.

Leia também: O que é renda fixa digital? Entenda os investimentos tokenizados

Enquanto isso, os bancos menores precisam competir com taxa: para convencer o investidor a emprestar dinheiro, oferecem prêmios maiores, como 110% ou 120% do CDI. Esse prêmio é, essencialmente, o preço do risco percebido (e da menor liquidez/atratividade daquele emissor frente a gigantes do sistema).

O Banco Master tinha CDBs que prometiam 140% do CDI e esse foi um grande chamariz para clientes. No final do ano passado, o Banco Central analisou as finanças do Master e decidiu pela liquidação da empresa, sendo que as investigações apontam que não havia liquidez para honrar com os pagamentos de todos os CDBs de clientes.

Agora, os clientes do Master começarão a receber por meio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Só que esse mecanismo não faz sumir por completo os riscos. O fundo garante até R$ 250 mil por CPF/CNPJ por instituição ou conglomerado, o que ajuda a reduzir o risco de crédito, mas não elimina o incômodo e o tempo de um eventual processo de ressarcimento, nem cobre valores acima do limite.

Retorno na prática

Quando um CDB paga “X% do CDI”, ele está dizendo que vai render um percentual sobre a taxa CDI do período. CDI é a sigla para Certificado de Depósito Interbancário, que é uma taxa de juros de empréstimos de curtíssimo prazo entre bancos, usada como principal referência para rentabilidade de investimentos de renda fixa no Brasil.

Hoje o CDI está em torno de 15% ao ano. Assim, um CDB a 100% do CDI rende exatamente 15% ao ano; um CDB a 90% do CDI rende 0,90 × 15% = 13,5% ao ano; e um CDB a 140% do CDI rende 1,40 × 15% = 21% ao ano.

Com a taxa anual em mãos, podemos “transformar” essas porcentagens em dinheiro. A conta básica (sem entrar em impostos, prazos ou marcação a mercado) é multiplicar o valor investido pela taxa anual: R$ 10.000 × 13,5% = R$ 1.350, por exemplo. Então, ao fim de um ano, o investidor teria R$ 11.350.

A renda fixa digital entra nessa comparação de um jeito interessante porque muitas ofertas aparecem com taxa “direta”, como 20% ao ano, sem precisar passar pelo “% do CDI”. Ainda assim, dá para traduzir para a mesma linguagem: com CDI de 15%, 20% ao ano equivale a 20% ÷ 15% = 133% do CDI.

No caso das ofertas em tokens é mais comum encontrar outras formas de remuneração, como “CDI + X% ao ano” ou até “dólar + X% ao ano”.

Ou seja, com um investimento de R$ 10 mil por um ano:

CDB a 90% do CDI → 0,90 × 15% = 13,5% ao ano → R$ 10.000 viram R$ 11.350 (ganho de R$ 1.350).

CDB a 100% do CDI → 1,00 × 15% = 15% ao ano → R$ 10.000 viram R$ 11.500 (ganho de R$ 1.500).

CDB a 140% do CDI → 1,40 × 15% = 21% ao ano → R$ 10.000 viram R$ 12.100 (ganho de R$ 2.100).

Renda fixa digital a 20% ao ano → 133% do CDI → R$ 10.000 viram R$ 12.000 (ganho de R$ 2.000).

Porém, na parte de tributação, também há uma grande diferença que pode favorecer a renda fixa digital. No CDB, o investidor pessoa física paga Imposto de Renda pela tabela regressiva (de 22,5% a 15%, conforme o prazo), sempre sobre o rendimento, geralmente com cobrança na fonte no resgate, e, se sacar antes de 30 dias, ainda pode haver IOF regressivo sobre os ganhos.

Já nos tokens de Renda Fixa Digital, a lógica é diferente porque eles são criptoativos: para pessoa física, o lucro é isento de IR quando o total de vendas no mês não ultrapassa R$ 35 mil, somando o conjunto de criptoativos. Se o investidor superar esse limite no mês, aí o ganho passa a seguir a regra de ganho de capital, com apuração e pagamento via DARF.

Ou seja, na prática, mesmo um CDB que alto retorno, como os 140% prometidos pelo Banco Master antes de todos os problemas, entregam um retorno líquido abaixo de uma renda fixa digital de 18% ao ano. O CDB rende 21% no bruto: ganho de R$ 2.100, mas resgatando em um ano, paga 17,5% de IR sobre o lucro, ou seja, R$ 367,50, sobrando R$ 1.732,50 líquidos e um valor final de R$ 11.732,50. Já a renda fixa digital a 20% ao ano geraria R$ 2.000 de ganho e total de R$ 12.000, ficando isenta de imposto.

Renda fixa digital x Renda fixa tradicional

A principal diferença é estrutural. No CDB, você empresta para o banco emissor. Na renda fixa digital, você costuma comprar um token que representa um direito econômico ligado a um ativo do mundo real, com regras de liquidação pré-definidas, empresando dinheiro para diferentes tipos de emissores.

Como destaca o MB, esses tokens de renda fixa digital são representativos de “bens ou direitos do mundo real” e que, na etapa de liquidação, o pagamento do ativo real resulta no crédito em reais ao investidor, proporcional aos tokens detidos.

A promessa de “segurança” aqui não é mágica: blockchain não elimina risco de crédito do ativo subjacente, nem risco de mercado do originador. O que ela tende a adicionar é rastreabilidade, padronização e automação (por exemplo, regras registradas e execução via contratos inteligentes), além de um processo mais digital de distribuição. No caso do MB, eles explicam que as ofertas passam por “análise criteriosa” para buscar bom equilíbrio de risco e retorno, destacando “segurança e transparência” como atributos do produto.

No fim, a lógica é parecida com a do CDB: retorno maior quase sempre vem acompanhado de mais risco, só que, em vez de o risco estar concentrado no balanço de um banco emissor, ele pode estar no ativo real tokenizado, na estrutura da oferta e na liquidez daquele mercado. É por isso que a renda fixa digital vem sendo vendida como um “meio-termo” interessante: tenta combinar a previsibilidade típica da renda fixa com prêmios de rentabilidade que, em alguns momentos, ficam acima do que o investidor encontra no balcão tradicional.

Buscando uma carteira com alto ganho, mas sem o sobe e desce do mercado? A Renda Fixa Digital do MB oferece ativos com ganhos de até 18% ao ano, risco controlado e total segurança para seus investimentos. Conheça agora!



[Fonte Original]

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