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domingo, janeiro 11, 2026

Veja 7 criptomoedas com potencial de alta em janeiro

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Depois de um 2025 marcado por forte volatilidade entre as criptomoedas, movimentos técnicos importantes e crescente participação institucional, 2026 começa sob a expectativa de consolidação de narrativas que ganharam força nos últimos meses. Analistas ouvidos pelo Portal do Bitcoin apontam que o comportamento da liquidez global, o fluxo de recursos para ETFs e o avanço de aplicações com uso real devem continuar sendo determinantes para o desempenho dos principais criptoativos no início do ano.

Nesse contexto, a leitura predominante é de um mercado mais seletivo. A busca por “promessas rápidas” perde espaço para projetos com tese clara, infraestrutura consolidada e capacidade de atrair usuários, desenvolvedores e capital institucional.

Redes de alta performance, protocolos ligados à tokenização de ativos do mundo real, soluções de escalabilidade e até ativos com perfil mais defensivo aparecem entre as apostas para janeiro. Confira abaixo as criptomoedas que os analistas recomendam para janeiro:

Chainlink (LINK)

Entre as altcoins mais citadas pelos analistas, a Chainlink aparece de forma recorrente como aposta em infraestrutura, conectando blockchains a informações externas, como preços e eventos, resolvendo um dos principais desafios do setor, segundo a equipe do Mercado Bitcoin (MB).

Já a analista técnica Ana de Mattos avalia que, sempre que o mercado prioriza utilidade e robustez, projetos ligados a dados confiáveis tendem a ganhar espaço. Essa visão é compartilhada por André Sprone, que ressalta as parcerias e testes com grandes instituições financeiras, colocando a Chainlink em posição privilegiada caso a narrativa de RWAs siga avançando em 2026.

Guilherme Fais, Head de Finanças da NovaDAX, acrescenta que a acumulação por grandes investidores reforça a expectativa de valorização do ativo, que combina alta liquidez com uma tese estrutural mais madura.

XRP

O XRP volta ao radar dos analistas pela combinação entre liquidez elevada, narrativa institucional e avanços regulatórios. Ana de Mattos observa que o mercado tem precificado uma maior clareza jurídica e a possibilidade de expansão de produtos regulados, o que ajuda a explicar o desempenho recente do ativo. Para ela, a leitura é de acompanhamento atento, com foco em movimentos de médio e longo prazo.

Leia também: “Maioria das altcoins não sobreviverá em 2026”, diz Michaël van de Poppe

Fais destaca o papel do XRP em pagamentos internacionais, com transferências rápidas e de baixo custo, e aponta que o avanço regulatório aumenta a confiança institucional. Esse cenário, segundo ele, cria espaço para maior adoção à medida que soluções financeiras tradicionais se integram ao blockchain.

Arbitrum (ARB)

Entre as soluções de segunda camada, a Arbitrum se consolida como uma das principais apostas ligadas à escalabilidade do Ethereum. Marcelo Person, Crypto Treasury & Markets Director da Foxbit, avalia que o ativo pode refletir o fluxo de capital em busca de transações mais baratas e eficientes, especialmente com novos projetos e iniciativas de infraestrutura lançados no fim de 2025 ganhando tração nos primeiros meses de 2026.

Na visão de Sprone, a Arbitrum representa diretamente a tese de crescimento do uso do Ethereum. À medida que a atividade on-chain aumenta, soluções de segunda camada tendem a ganhar relevância por viabilizar a expansão do ecossistema com menor custo, o que mantém o ARB como um nome relevante para janeiro.

Outras altcoins

Diversas outras altcoins foram citadas pelos analistas apenas uma vez. Entre elas está a Avalanche (AVAX), citada por Person como uma alternativa focada em aplicações financeiras e tokenização, beneficiada pela compatibilidade com a EVM. Para ele, sinais on-chain e interesse de investidores mais sofisticados indicam uma leitura técnica mais construtiva no começo do ano, favorecendo ativos com essa estrutura.

Já Ana de Mattos cita a Virtuals (VIRTUAL) na narrativa de inteligência artificial. Segundo ela, o projeto voltou ao radar após lançar frameworks voltados à criação e operação de agentes de IA on-chain, que utilizam o token VIRTUAL para executar transações. Segundo a analista, sempre que a narrativa de IA ganha força, o ativo tende a atrair atenção, especialmente quando há entregas concretas de produto.

A Celestia apareceu entre as apostas ligadas ao modelo de blockchains modulares. Fais destaca que o foco em escalabilidade e eficiência, aliado a avanços tecnológicos recentes, pode atrair novos projetos e desenvolvedores ao longo de 2026. Para ele, a inovação do modelo modular coloca o ativo em uma posição interessante para investidores atentos às transformações da infraestrutura blockchain.

Já a equipe do MB sugeriu a Near Protocol, uma blockchain focada em tornar aplicações descentralizadas mais acessíveis, rápidas e de baixo custo. Para os analistas, seu modelo eficiente de validação reduz o consumo de energia, reforçando segurança e sustentabilidade. O ecossistema cresce em DeFi, jogos e aplicações Web3, impulsionado por parcerias e novos projetos.

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Bitcoin, Ethereum e Solana

Apesar do foco nas altcoins, os analistas reforçam que Bitcoin e Ethereum seguem como pilares do mercado, enquanto a Solana também é citada por praticamente todos. Para Person e Sprone, o Bitcoin continua sendo o principal termômetro do sentimento dos investidores, com preço fortemente influenciado pelo fluxo em ETFs e pelas expectativas em torno de juros e liquidez global. O ativo mantém seu papel como reserva de valor e instrumento de diversificação de longo prazo.

No caso do Ethereum, a leitura é de consolidação da tese de infraestrutura. A rede segue como base para DeFi, tokenização e aplicações institucionais, com analistas apontando que o crescimento do staking e os fluxos via ETFs podem sustentar uma valorização mais gradual ao longo de 2026.

Já na Solana, Person afirma que ela tende a se beneficiar em momentos em que o mercado volta a buscar alternativas com uso real, especialmente se o Ethereum passar por períodos de menor tração no curto prazo. Para o MB, a expectativa de um ETF à vista nos EUA e o crescente interesse institucional, inclusive por tesourarias corporativas, reforçam o potencial de valorização no curto prazo.

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