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domingo, janeiro 11, 2026

DNA humano encontrado em obra renascentista pode ser de Leonardo da Vinci

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Esse grupo genético é comum no Mediterrâneo, incluindo a Toscana, região onde Leonardo nasceu. Ainda assim, o artigo faz questão de ressaltar as limitações do achado. “Os perfis recuperados são compostos por padrão e altamente suscetíveis a contribuições modernas e a artefatos analíticos”, afirmam os autores do estudo. O mesmo haplogrupo pode ser encontrado em pessoas que manusearam a obra ao longo do tempo, o que impede conclusões definitivas.

Por que a descoberta não é conclusiva

Especialistas externos pedem cautela. Nem todos concordam que o desenho Holy Child tenha sido feito por Leonardo da Vinci. Há a possibilidade de a obra ter sido produzida por um aluno de seu ateliê.

Por isso, o geneticista Charlie Lee, do Jackson Laboratory for Genomic Medicine, resumiu a situação de forma direta. “É como jogar uma moeda para o alto”, afirmou ele, segundo o portal Live Science, ao comentar a chance de o DNA realmente pertencer a Leonardo da Vinci.

Lee acrescentou que o material genético pode ter origem em estudantes, restauradores ou curadores que manusearam a obra ao longo dos séculos. Segundo o Live Science, o estudo demonstra mais o potencial da técnica do que uma confirmação definitiva da identidade genética do artista.

Confirmar o DNA de Leonardo é especialmente difícil porque seu túmulo, na França, foi parcialmente destruído durante a Revolução Francesa, e seus restos mortais teriam sido misturados a outros ossos. Além disso, ele nunca teve filhos conhecidos, o que impede comparações diretas. “A principal limitação é que o DNA coletado na superfície das obras é extremamente sensível à contaminação e às decisões analíticas”, afirmam os pesquisadores no estudo.



[Fonte Original]

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