Nesta sexta-feira, um repórter da Reuters pediu ao Grok no X que convertesse uma foto sua em uma de biquíni, repetindo o que se tornou uma solicitação comum na última semana por parte dos usuários. O bot não fez isso e postou em resposta que a ferramenta só estava disponível para assinantes pagantes da plataforma de mídia social.
A Comissão Europeia, que considerou ilegais e chocantes as imagens de mulheres e crianças sem roupa compartilhadas no X, disse que as restrições não atendem às suas preocupações.
“Limitar a geração e a edição de imagens aos assinantes pagantes não muda nossa questão fundamental: com ou sem assinatura paga, não queremos ver essas imagens”, disse um porta-voz da Comissão.
Outros governos e órgãos reguladores também condenaram e alguns abriram inquéritos sobre o conteúdo explícito gerado pelo Grok no X, pressionando a plataforma a mostrar o que está fazendo para impedir e remover conteúdo ilegal.
O ministro alemão de mídia, Wolfram Weimer, descreveu esta semana a enxurrada de imagens de seminudez como a “industrialização do assédio sexual”.
(Reportagem adicional de Supantha Mukherjee, em Estocolmo, e Adam Jourdan, em Londres)