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segunda-feira, janeiro 26, 2026

Misteriosa barra de ferro surge no coração de Nebulosa do Anel e intriga astrônomos

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Uma equipe internacional de astrônomos identificou uma estrutura inédita e intrigante no interior da Nebulosa do Anel (M57), uma das nebulosas planetárias mais estudadas do céu, situada a cerca de 2,6 mil anos-luz da Terra, na constelação de Lira. A descoberta, publicada na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, revela uma longa e estreita barra de ferro ionizado que se estende por trilhões de quilômetros no centro da nebulosa, e cuja origem permanece um mistério para os cientistas.

As observações foram feitas com o novo instrumento WEAVE, instalado no Telescópio William Herschel, nas Ilhas Canárias, que permite captar espectros detalhados de vastas áreas da nebulosa. Os pesquisadores detectaram uma nuvem de átomos de ferro emitindo luz na forma de uma barra linear que não se parece com nenhuma outra característica já observada em nebulosas planetárias.

Segundo a equipe, a quantidade de ferro presente nessa estrutura é comparável à massa do núcleo fundido da Terra ou até à de Marte — uma quantidade inesperadamente grande de um único elemento químico em um formato tão singular. Essa barra nunca havia sido notada em observações anteriores porque outras técnicas espectroscópicas frequentemente analisavam apenas faixas estreitas da nebulosa, deixando a estrutura fora do campo de visão.

Os cientistas estão investigando possíveis explicações. Uma hipótese é que a barra represente um resíduo de um planeta rochoso que foi vaporizado quando a estrela progenitora expulsou suas camadas externas e se tornou uma anã branca, embora isso continue sendo especulativo. Outra possibilidade está relacionada à dinâmica assimétrica da ejeção de material pela estrela moribunda.

A Nebulosa do Anel é formada pelo gás e poeira expelidos por uma estrela semelhante ao Sol em seus estágios finais de vida, deixando para trás um núcleo denso, chamado anã branca. Estruturas como anéis e múltiplas camadas de gás eram bem conhecidas, mas a nova descoberta mostra que ainda existem aspectos surpreendentes — e não compreendidos — nesses restos estelares centenários.

Os pesquisadores planejam observações adicionais com maior resolução espectral para tentar responder às questões sobre como e por que essa barra de ferro se formou e o que ela pode revelar sobre a evolução de sistemas planetários em torno de estrelas como o nosso Sol.

[Fonte Original]

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