A revelação foi apresentada esta semana na pesquisa inédita “Barômetro da Lusofonia”, realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe).
Os dados foram recolhidos em oito das nove nações da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Dos 1,8 mil brasileiros entrevistados, 49% disseram que gostariam de morar em Portugal. E 44% afirmaram “não desejar residir em nenhum outro país lusófono”.
A população imigrante em Portugal é de de 1,5 milhão e os brasileiros são maioria, com mais de 500 mil. O número é maior porque o relatório anual da agência de imigração (AIMA) descarta os que têm cidadania.
Cerca de 62% dos 5,4 mil participantes da pesquisa indicaram Portugal como o país no qual gostariam de morar.
Depois de Portugal, o ranking apresenta Brasil (32%), Cabo Verde (15%) e Angola (10%) como os destinos dentro das nações lusófonas pretendidos para morar:
“O desejo de residir em Portugal é elevado, 81% na Guiné-Bissau, 79% no Timor-Leste e 73% em Cabo Verde. Em Angola (49%), Moçambique (50%) e São Tomé e Príncipe (50%), metade manifesta intenção, o que reforça Portugal como polo migratório”.
O Brasil é destino relevante na Guiné-Bissau (45%), Timor-Leste (43%) e Angola (41%). Em Cabo Verde (35%) e Moçambique (33%), cerca de um terço dos participantes têm interesse.
Saiba mais sobre a pesquisa
Como antecipou o Portugal Giro, Brasileiros e portugueses têm maior preocupação com problemas nos sistemas públicos de saúde e educação no Brasil e em Portugal, revelou a pesquisa.
Os problemas que mais afligem a população das nações lusófonas são saúde (53%), educação (43%) e desemprego (34%). A ordem é outra no Brasil, com saúde (45%), violência (40%) e educação (35%) liderando.
Em Portugal, a qualidade do Sistema Nacional de Saúde (SNS) preocupa 55% dos portugueses ouvidos pela pesquisa. Em segundo lugar, estão os problemas na educação pública, com 35%.
A violência aparece em sexto (10%) em Portugal, atrás dos problemas da economia (22%) e do aumento da imigração (17%).