Autoridades do território de Taiwan emitiram um mandado de prisão contra o executivo Pete Lau. Ele é o CEO da OnePlus, empresa chinesa famosa pela fabricação de smartphones que batem de frente com os aparelhos top de linha das líderes do mercado.
A promotoria do distrito de Shilin ordenou a detenção em novembro, mas só nesta semana os documentos foram revelados. O caso é tratado na região como um risco de segurança nacional.
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Até o momento, Lau segue em liberdade e só deve ser detido se entrar em território taiwanês. Essa não é a primeira vez que o governo local emite mandados contra cidadãos da China envolvidos com a indústria de tecnologia, mas prisões de fato ainda não foram efetivadas.
Em nota enviada para o site Android Central, a empresa não comentou as acusações e se limitou a dizer que as “operações da companhia continuam normalmente e não foram afetadas“. O governo local ainda não se manifestou sobre o caso.
Do que o CEO da OnePlus é acusado por Taiwan?
- Segundo o mandado de prisão, Lau operou ao lado de dois outros engenheiros um esquema ilegal de recrutamento e contratação de pessoas em Taiwan para a companhia chinesa;
- O executivo teria criado uma empresa em Hong Kong sob outro nome em 2014 e, no ano seguinte, abriu uma subsidiária dela em Taiwan sem as devidas autorizações do governo;
- Essa companhia teria atraído cerca de 70 pessoas de Taiwan para realizar tarefas como pesquisa e desenvolvimento de software e hardware para celulares, além de testes diversos nos aparelhos da OnePlus;
- A atividade é considerada ilegal pelo governo de Taiwan: um acordo estabelecido com a China continental proíbe a contratação ou até a abertura de empresas na ilha sem autorização prévia;
Taiwan é vista como um polo de tecnologia, em especial em áreas como semicondutores, além de ser uma região bastante populosa em especialistas em diferentes setores de engenharia — a TSMC, atual maior fabricante de chips do mundo, foi fundada e tem sede por lá.
A situação entre China e Taiwan, porém, é bastante delicada e envolve até preparativos para um eventual confronto. O país de dimensões continentais alega que a ilha é parte de seu território, enquanto os taiwaneses se consideraram independentes e têm até constituição e governo próprios.
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