A Comissão, o órgão executivo do bloco de 27 nações, não citou o nome de nenhuma empresa ou país.
A Europa, no entanto, vem endurecendo sua posição em relação ao uso de equipamentos chineses, com a Alemanha, por exemplo, nomeando recentemente uma comissão de especialistas para repensar a política comercial em relação a Pequim e proibindo o uso de componentes chineses em futuras redes 6G.
Os Estados Unidos proibiram as aprovações de novos equipamentos de telecomunicações da Huawei e da ZTE, também da China, em 2022 e incentivaram a Europa a fazer o mesmo.
“Com o novo Pacote de Segurança Cibernética, teremos os meios necessários para proteger melhor nossas cadeias de suprimentos críticas (tecnologia da informação e comunicação), mas também para combater ataques cibernéticos de forma decisiva”, disse a chefe de tecnologia da UE, Henna Virkkunen, em comunicado.
O Ministério das Relações Exteriores da China, em resposta a uma notícia anterior sobre os planos, disse que a restrição às empresas chinesas não tem base legal e que se trata de “protecionismo puro e simples”. O ministério também pediu à UE um ambiente de negócios justo, transparente e não discriminatório para as empresas chinesas.
As novas medidas se aplicarão a 18 setores-chave identificados pela Comissão, incluindo equipamentos de detecção, veículos conectados e automatizados, sistemas de fornecimento e armazenamento de eletricidade, sistemas de abastecimento de água e drones e sistemas contra drones. Serviços de computação em nuvem, dispositivos médicos, equipamentos de vigilância, serviços espaciais e semicondutores também estão listados como setores críticos.