Virginia Fonseca está a todo vapor se preparando para estrear como rainha de bateria da Grande Rio no Carnaval 2026. Nas redes sociais, a influenciadora postou que começa sua rotina intensa de preparação logo de manhã na academia fazendo aeróbico antes do café da manhã.
“Vou fazer um aeróbico agora em jejum e depois ir treinar. Se Deus quiser, é, meus amores”, revelou Virginia.
E ela não é a única adepta da esteira em jejum. Recentemente, outra influenciadora que revelou o mesmo “vício” foi Maya Massafera. “Gente, já andei na esteira duas horas em jejum. Eu tô viciada, meu novo vício é jejum”, disse.
Ela comentou que tem gostado do hábito porque passa o tempo assistindo a desfiles de moda e outros conteúdos que aprecia. Segundo Maya, o exercício tem feito bem para seu psicológico e se tornado um momento só dela. “Um momento bom, um momento meu, sozinha”.
Os adeptos desse tipo de exercício dizem que ele é bom para perder gordura e ajudar no processo de emagrecimento, mas ele realmente funciona para isso? A resposta não é definitiva e vai depender das necessidades, objetivos e capacidades de cada pessoa.
A recomendação geral é que a pessoa se alimente cerca de 30 a 60 minutos antes do exercício. O jejum só pode ser considerado por corredores que já têm o corpo adaptado ao esporte e, principalmente, acostumados com a prática de alguns exercícios em jejum. É necessário acompanhamento esportivo para entender o esforço que a corrida exige em cada corpo e se o jejum não afeta o desempenho.
Alguma das vantagens de fazer um aeróbico em jejum é que há um menor risco de ter desconfortos gastrointestinais durante a atividade física, como gases, dor de barriga, estufamento abdominal; há uma maior facilidade logística, ou seja, você acorda e vai correr, sem precisar se preocupar em comer algo às 6h, 5h da manhã, quando muitos ainda não sentem fome; e ter um melhor desempenho, visto que o corpo passa a aproveitar melhor a gordura corporal como combustível, e há uma economia da energia vinda dos carboidratos.
Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Nottingham Trent, da Universidade Metropolitana de Manchester e da Universidade de Loughborough, toda na Inglaterra, no ano passado, revelou que fazer exercícios em jejum pode ajudar a queimar 70% mais gordura do que praticar uma atividade física duas horas depois de comer.
Segundo os cientistas, isso acontece porque as pessoas que treinam com o estômago vazio não conseguem compensar ao longo do dia as calorias queimadas durante a atividade física.
Já o fisioterapeuta e cinesiologista, Javier Furman, não é necessário treinar em jejum para perder peso.
— Depende do tipo de alimentação que se tem, é possível aumentar o metabolismo sem a necessidade de fazer jejum — comenta o profissional. Quando se quer reduzir o tecido adiposo através do treinamento, “é preciso ganhar flexibilidade metabólica para utilizar as gorduras saudáveis como substrato energético em vez da glicose”, detalha Furman.
O jejum, que permite ao corpo sentir-se leve, tornou-se popular nos últimos anos. No entanto, Furman destaca que aqueles que não estão acostumados a fazê-lo, se excederem na quantidade de horas sem comer e na intensidade do treinamento nessas condições, “podem ficar sem energia, sentir-se fracos e até tontos ou terem queda de pressão”.
Tommy Slater, pesquisador de ciências esportivas da Escola de Ciência e Tecnologia da Universidade de Nottingham Trent, também disse que o o jejum durante o dia parece reduzir o desempenho, a motivação e o prazer dos exercícios.
“O que pode tornar mais difícil para algumas pessoas permanecerem com ele a longo prazo”, afirmou.