Pesquisadores sugerem que IAs que agem de forma mais ‘direta’ conseguem resolver tarefas complexas de raciocínio com maior eficiência
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Sabe aquela história de que pra ser esperto tem que ser educado? Bom, parece que a inteligência artificial desafia essa regra. Uma pesquisa recente aponta que quando as IAs agem de forma mais ‘grossa’ ou ‘direta’, elas conseguem resolver tarefas complexas de raciocínio de um jeito muito mais eficiente.
Os pesquisadores da Carnegie Mellon University, dos Estados Unidos, e da MBZUAI (Mohamed bin Zayed University of Artificial Intelligence), de Abu Dhabi, descobriram que, ao incitar a IA a ser um pouco mais agressiva ou rude nas respostas, o desempenho dela em testes de raciocínio complexo melhorava significativamente. Estamos falando de impressionantes 50% de aumento na precisão em um benchmark específico.
Desvendando o segredo da ‘IA grosseira’
Os cientistas chamaram essa abordagem de Rude-Assistant Alignment (RaA). No trabalho, eles pediram que a IA não fosse tão ‘boazinha’. Por exemplo, em vez de um ‘Claro, posso ajudar!’, a melhor resposta seria ‘faça X, Y e Z’.

Comportamento mais gentil interfere na eficiência da IA (Imagem: Anggalih Prasetya/Shutterstock)
E essa pequena mudança fez toda a diferença. Isso acontece porque o modelo de linguagem grande (LLM) se concentra mais na inferência e na lógica da tarefa, e menos em ser amigável ou cooperativo. É como se ela tirasse os ‘filtros sociais’ e fosse direto para parte de resolver o problema.
Os pesquisadores sugerem que essa abordagem pode ser útil para tarefas que exigem um raciocínio mais robusto e não precisam de uma interface amigável, como em sistemas internos ou automações. As informações são do portal Live Science.
Leia mais
Uma nova geração de IAs?
- A conclusão do trabalho é que podemos usar as IAs ‘mal-educadas’ para resolver problemas complexos na ciência.
- Enquanto isso, outras ferramentas mais educadas nos ajudariam em atividades como atendimento ao cliente.
- Essa pesquisa pode levar a uma nova forma de desenvolver e treinar inteligências artificiais, focando na personalização do ‘comportamento’ da tecnologia para a função específica que ela vai desempenhar.
- Além disso, nos faz questionar se a ‘personalidade’ que damos às máquinas realmente as ajuda a serem mais inteligentes.
News é redator(a) no Olhar Digital

Alessandro Di Lorenzo é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e atua na área desde 2014. Trabalhou nas redações da BandNews FM em Porto Alegre e em São Paulo.