O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou, nesta sexta-feira (13), em teleconferência com analistas sobre resultados do quarto trimestre e do ano de 2025, que o vazamento em duas minas em Congonhas e Ouro Preto, em Minas Gerais, foi consequência de uma inundação de água e sedimentos causada pelas fortes chuvas.
“Trabalhamos para restaurar condições operacionais nas próximas duas ou três semanas”, disse Pimenta, acrescentando que a empresa espera retomar as operações, e que essa retomada depende também de decisão das autoridades.
Pimenta disse ainda que a Vale estuda como tornar unidades mais resilientes a impactos das mudanças climáticas. Ele fez questão de frisar que nenhuma barragem da companhia sofreu danos por causa das fortes chuvas.
“Vamos analisar o que fazer para que um evento similar a esse não volte a acontecer”, afirmou, lembrando que o impacto foi limitado e reiterando que a empresa trabalha para retomar as operações.
Pimenta também destacou que as melhorias nas métricas de ESG (sigla em inglês para ambiente, segurança e governança) têm ajudado a companhia a atrair investimentos. Segundo ele, a mineradora trabalha constantemente com investidores para entender o que deve fazer para voltar a algumas carteiras.
Impacto na produção anual é limitado
O CEO afirmou ainda que as operações que sofreram com o vazamento de água em Congonhas e Ouro Preto (MG) têm um volume de produção menor nessa época do ano. Com isso, explicou, a expectativa de impacto na produção anual é limitada.
“O foco agora é garantir a limpeza do local e as condições operacionais”, disse Pimenta, acrescentando que a empresa faz um estudo de plano de chuva anualmente, antes de todos os períodos chuvosos. A companhia, disse, sempre faz intervenções para proteger os ativos para o período chuvoso.
Questionado sobre os minerais críticos, Pimenta ressaltou que o Brasil tem grandes reservas e, por ser uma democracia estável, há grande interesse de potenciais parceiros.
Em relação à Vale, detalhou que a grande contribuição possível da empresa é crescer no que ela tem escala, como no cobre e no níquel, produtos em que a mineradora é a maior produtora do hemisfério ocidental.
O executivo afirmou que a empresa tentará acelerar a oferta desses minerais críticos.