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quinta-feira, fevereiro 5, 2026

Bitcoin desaba, perde os US$ 70 mil e arrasta mercado cripto

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O bitcoin (BTC) voltou a cair forte nesta quinta-feira (5) e reforçou o cenário de baixa que marca o mercado cripto neste início de ano. A maior criptomoeda do mundo perdeu o nível de US$ 70 mil pela primeira vez desde novembro de 2024, em meio ao avanço do chamado inverno cripto.

Em 2026, o bitcoin já acumula desvalorização superior a 20%. Desde a máxima histórica registrada em outubro do ano passado, a queda chega a 45%. O movimento amplia o clima de cautela entre investidores e pressiona todo o setor.

Sequência negativa pressiona o mercado

Nos últimos oito dias, o BTC fechou em alta apenas uma vez. Nesse intervalo, o preço caiu cerca de US$ 15 mil. O sentimento piorou ainda mais com o recuo do índice Fear & Greed, que passou de 14 para 12 pontos e se manteve na zona de medo extremo.

A leitura do mercado indica redução do apetite por risco. Investidores seguem mais defensivos e evitam ativos com maior volatilidade, como as criptomoedas.

Aversão a risco domina mercados globais

A queda do bitcoin ocorre em um ambiente global adverso. As bolsas europeias operam em baixa. Os futuros de Wall Street também recuam. A prata registra forte queda de 11,8%.

No centro das atenções, o resultado da Alphabet, controladora do Google, causou preocupação ao mostrar um aumento expressivo nos gastos com inteligência artificial. O dado pesou sobre ações de tecnologia e reforçou o movimento de aversão a risco.

Preços do bitcoin e das principais criptos

Às 10h30, horário de Brasília, o bitcoin caía 8,6% em 24 horas, cotado a US$ 69.172, segundo dados do CoinGecko. Em reais, a queda era de 8,1%, para R$ 364.237, conforme o Cointrader Monitor.

As perdas se espalharam entre as principais altcoins.

  • Ether (ETH): queda de 8,1%, a US$ 2.049
  • XRP: recuo de 14,7%, a US$ 1,35
  • Solana (SOL): baixa de 7,4%, a US$ 88,63
  • BNB: queda de 10,3%, a US$ 669,61

Mesmo com o movimento negativo, o valor total do mercado de criptomoedas soma US$ 2,43 trilhões.

Pressão macro e fatores políticos

Segundo André Franco, CEO da Boost Research, a combinação de dólar mais forte e queda das ações de tecnologia reduz o fluxo para ativos voláteis. Esse cenário favorece novas correções técnicas no bitcoin.

Relatório da Vault Capital aponta ainda o impacto de tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã e declarações do secretário do Tesouro americano, Scott Bessent. Ele afirmou que o país não fará novas compras de bitcoin para a reserva estratégica, apenas manterá os ativos já apreendidos.

Fluxo negativo nos ETFs de cripto

Nos ETFs de bitcoin à vista negociados nos Estados Unidos, o saldo líquido foi negativo em US$ 544,9 milhões. O IBIT, da BlackRock, liderou as saídas, com US$ 373,4 milhões.

Já os ETFs de ether registraram retiradas de US$ 79,4 milhões. Nos produtos ligados à solana, o saldo negativo foi de US$ 6,7 milhões.

***Emerson Igor, com supervisão e colaboração de Jerffeson Brandão

[Fonte Original]

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