Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, entrou na lista das seis cidades brasileiras escolhidas pelo Governo Federal para integrar o novo projeto de Desenvolvimento Urbano Integrado, com foco na Redução de Riscos de Desastres Geo-hidrológicos, – pelo “Programa Periferia Sem Risco”.
Com isso, a cidade vai receber investimentos e testar ações práticas de prevenção desses desastres. Na prática, o município passa a funcionar como um laboratório federal de soluções urbanas para o Brasil. Além disso, a Prefeitura vai lançar um aplicativo próprio para a população baixar. O app enviará alertas de risco relacionados a eventos geo-hidrológicos e também permitirá o envio de chamados em tempo real. Entenda o que muda para Simões Filho.
O que são riscos geo-hidrológicos?
O termo pode parecer técnico, mas o problema é conhecido de muita gente. Ele reúne dois tipos principais de ameaça:
- Eventos geodinâmicos, como deslizamentos, fluxos de detritos, quedas e rolamentos de blocos
- Eventos hidrológicos, como enchentes, enxurradas, alagamentos e secas
O que muda para Simões Filho
Simões Filho integra a segunda fase do projeto Desenvolvimento Urbano Integrado com foco na Redução de Riscos de Desastres Geo-hidrológicos. O Ministério das Cidades coordena a iniciativa e conta com apoio técnico da Fundação Fiocruz.
Com isso, o município passa a receber mentoria especializada e acompanhamento direto do Governo Federal. A proposta combina requalificação urbana com regularização fundiária, duas frentes que caminham juntas quando o assunto é prevenção. A estratégia inclui melhorias habitacionais, ajustes no desenho urbano e integração entre secretarias municipais e federais.
Outro passo importante já está em andamento. A Prefeitura finaliza um aplicativo que promete acelerar o envio de alertas e facilitar o contato da população com a Defesa Civil.
As ações começam em março, e uma oficina presencial para adaptar o manual à realidade local está prevista para maio em Simões Filho.
Quais benefícios Simões Filho deve receber
O plano federal se organiza em três frentes e traz benefícios diretos para a cidade:
- Infraestrutura
A prefeitura poderá executar obras de contenção de encostas e intervenções em áreas de risco. A estratégia inclui melhorias habitacionais e ajustes no desenho urbano. Também deve adotar soluções naturais para diminuir enchentes e deslizamentos, principalmente nas periferias. - Mapeamento e Planejamento
O município vai criar o Plano Municipal de Redução de Risco e planos comunitários. Esses documentos vão indicar onde estão os maiores perigos e para onde devem ir os recursos. A meta é agir antes que o desastre aconteça. - Comunicação e apoio técnico
A população terá acesso a cartilhas e orientações claras sobre prevenção. A cidade contará com apoio de universidades e do Governo Federal. Equipes também vão visitar comunidades vulneráveis por meio da Caravana das Periferias.
O secretário nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Carlos Tomé Junior, ressaltou a relevância do projeto ao afirmar que iniciativas desse porte transformam o planejamento urbano em ferramenta concreta para preparar cidades para desafios futuros.
“É por meio de projetos como esse que conseguimos transformar o planejamento urbano em uma ferramenta concreta e preparar as cidades para os desafios que estão por vir”, afirmou Carlos Tomé Junior.
Além de Simões Filho, participam Nova Friburgo, Paraíba do Sul e Petrópolis, no Rio de Janeiro, além de Belo Horizonte e Nova Lima, em Minas Gerais.