A tranquilidade em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, foi interrompida de forma violenta no fim da tarde desta quinta-feira (19). Adriano Pinto da Silva, de 32 anos, conhecido como “Drico R.L.”, foi morto a tiros em um ataque a plena luz do dia. Uma criança que estava próxima também foi atingida pelos disparos.
O que aconteceu?
Segundo informações iniciais, Drico estava sentado, conversando, enquanto acompanhava o encerramento de um serviço em seu carro, em uma oficina mecânica localizada na Orla de Jauá. Minutos antes do crime, ele havia feito postagens nas redes sociais — onde acumulava mais de 30 mil seguidores — sem imaginar que aquelas seriam suas últimas imagens em vida.
Testemunhas relataram que homens armados chegaram ao local e efetuaram diversos disparos. Não houve discussão ou anúncio prévio. A ação foi rápida e marcada por uma sequência intensa de tiros. Adriano foi atingido pelo menos oito vezes e não teve chance de reação ou fuga.
Ele chegou a ser socorrido e levado às pressas para o Hospital Geral de Camaçari (HGC). De acordo com informações médicas, a vítima foi encaminhada ao centro cirúrgico, mas os ferimentos eram graves. Drico não resistiu.
Além do rifeiro, uma criança, sobrinha do dono da oficina, também foi atingida pelos disparos. Profissionais de saúde levaram a menina inicialmente para a UPA de Arembepe. Logo depois, ela seguiu para uma unidade hospitalar de referência. Atualmente, o quadro de saúde dela é estável e não há risco de morte.
Quem era Drico RL?
Drico RL ganhou notoriedade nas redes sociais ao divulgar rifas online. Ele acumulava mais de 29 mil seguidores no Instagram, onde publicava sorteios e exibia prêmios. Drico também se apresentava como influenciador digital, compartilhando rotina, trabalho e momentos pessoais com o público.
A presença digital ajudou a ampliar sua visibilidade na região metropolitana de Salvador. Por isso, a execução gerou repercussão imediata entre seguidores e moradores de Camaçari. A polícia ainda não confirmou se a atividade com rifas tem relação com o crime. Adriano deixa esposa e um filho de 8 anos.
Investigação
Equipes da 59ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) realizaram rondas na região logo após o crime, na tentativa de localizar os suspeitos. No entanto, ninguém foi preso até o momento.
A Polícia Civil informou que o caso está sob responsabilidade da 4ª Delegacia de Homicídios (DH/Camaçari), que já iniciou as investigações. Guias de perícia e de remoção foram expedidas, e diligências estão em andamento para identificar os autores e esclarecer a motivação do crime.
Pelas características da ação — vários disparos direcionados à vítima, sem troca de tiros — a polícia trabalha com a hipótese de execução. Ainda não há confirmação oficial sobre o que teria motivado o assassinato.