O Brasil registrou déficit em suas transações correntes de US$ 8,360 bilhões em janeiro, conforme divulgado nesta terça-feira pelo Banco Central (BC). Em igual mês de 2025, o saldo da conta corrente foi negativo em US$ 9,809 bilhões.
Nos 12 meses até janeiro, a diferença entre o que o país gastou e o que recebeu nas transações internacionais relativas a comércio, rendas e transferências unilaterais teve saldo negativo de US$ 67,551 bilhões, o equivalente a 2,92% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado pela autoridade monetária. Em dezembro de 2025, o déficit equivalia a 3,03% do PIB.
Ainda no primeiro mês de 2026, o ingresso líquido do Investimento Direto no País (IDP) somou US$ 8,168 bilhões. Um ano antes, o IDP tinha somado US$ 6,708 bilhões. Em 12 meses, o IDP foi de US$ 79,137 bilhões ou 3,42% do PIB, ante 3,37% do PIB vistos no mesmo período de 2025.
Fazem parte do IDP os recursos destinados à participação no capital e os empréstimos diretos concedidos por matrizes de empresas multinacionais as suas filiais no país e vice-versa. O retorno de investimento brasileiro no exterior também integra essas estatísticas.
O BC trouxe ainda que a remessa líquida de lucros e dividendos das empresas para o exterior ficou em US$ 4,654 bilhões em janeiro de 2026, ante remessa de US$ 3,986 bilhões em igual período do ano anterior.
Os investimentos estrangeiros em carteira tiveram entrada de US$ 8,989 bilhões em janeiro, contra saída de US$ 4,821 bilhões um ano antes.
No mercado de renda fixa, entraram liquidamente US$ 7,061 bilhões em janeiro. Considerando apenas as negociações no país nesse segmento, o resultado foi positivo em US$ 6,939 bilhões. No mercado externo, o resultado foi positivo em US$ 122 milhões.
Já o fluxo de investimentos estrangeiros em ações via bolsas de valores resultou em entrada de US$ 3,752 bilhões no mês, considerando tanto aplicações via bolsa brasileira quanto via Bolsa de Nova York.
Os brasileiros gastaram em viagens internacionais US$ 2,184 bilhões em janeiro, ante US$ 1,784 bilhão no mesmo mês de 2025.
Já os estrangeiros que estiveram no país deixaram US$ 731 milhões, contra US$ 805 milhões em janeiro de 2025. Assim, houve déficit na conta de viagens de US$ 1,453 bilhão no período, contra US$ 979 milhões um ano antes.