O contingente de trabalhadores em situação de desemprego de longo prazo é o menor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, iniciada em 2012. Há dois principais critérios para classificar o desemprego de longo prazo: busca por trabalho por mais de um ano ou mais de dois anos.
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o país tinha 1,074 milhão de pessoas desempregadas há mais de dois anos no quarto trimestre de 2025, um recuo de 21,7% ante igual período de 2024, e o menor da série histórica.
O grupo dos que procuravam emprego por um período de um ano até menos de dois anos reunia 632 mil pessoas no quarto trimestre de 2025, 11,2% a menos que no quarto trimestre de 2024, e também o menor contingente da série histórica.
Em parcela do número total de desempregados, o grupo de quem procura emprego há mais de dois anos era de 19,5% no quarto trimestre de 2025, ante 20,1% em igual período de 2024. Entre aqueles trabalhadores com busca acima de um ano e abaixo de dois anos, os percentuais são de 11,5% e 10,4%, respectivamente.
No último trimestre, a pesquisa mostra um aumento da parcela de quem procura emprego há menos de um mês. Essa proporção passou de 18,9% no segundo trimestre de 2025 para 18,6% no terceiro trimestre de 2025 para 20,2% no quarto trimestre.
“Isso mostra um aumento de rotatividade no mercado de trabalho. Quem busca trabalho há menos de um mês são pessoas que acabaram de perder uma ocupação e já estão em busca de outra. E nós vimos que a taxa desocupação está diminuindo. Então as pessoas estão saindo de um trabalho, entrando em outro, talvez em busca de salário maior”, afirmou o analista do IBGE William Kratochwill.