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segunda-feira, fevereiro 16, 2026

Dez gráficos essenciais para entender o desempenho da economia

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Com os dados de comércio e serviços da última semana, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) concluiu a divulgação dos indicadores conjunturais de dezembro e do fechamento de 2025. Essas são algumas das informações que serão usadas como base para o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), que será publicado em breve, no dia 3 de março.

O ano passado foi marcado por um mercado de trabalho aquecido, taxa de juros elevada e endividamento crescente das famílias. Indústria, comércio e serviços são os principais setores da economia, pelo lado da oferta, e ajudam a contar a história da atividade econômica.

Em 2025, todos os três setores ficaram no campo positivo, mas com magnitudes de crescimento muito distantes. O comportamento reflete o impacto diferente do cenário econômico em cada uma das atividades.

A metodologia dessas pesquisas é diferente daquela das Contas Nacionais, que calculam o PIB, mas esses números são um farol para o que virá adiante.

Confira, a seguir, dez gráficos para entender os indicadores conjunturais mais recentes:

Indústria, comércio e serviços

Depois de um ano de 2024 com taxas de variação mais próximas, indústria, comércio e serviços se distanciaram em 2025. O crescimento da produção industrial ficou abaixo de 1%, enquanto o fôlego do comércio só chegou a 1,6%. Em ambos os casos, o resultado de 2025 apontou desaceleração forte em relação ao do ano anterior.

Os serviços foram os de melhor desempenho no ano, com alta de 2,8%, e ritmo mais próximo ao de 2024, quando o aumento foi de 3,1%.

As estatísticas que comparam o nível atual desses setores com o pré-pandemia e também com o ponto mais alto das séries históricas das respectivas pesquisas colocam mais uma vez a indústria na berlinda.

O patamar de produção da indústria está apenas 0,6% acima do observado em fevereiro de 2020 – marco do pré-pandemia – e 16,3% abaixo de maio de 2011, recorde da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF). O dado retrata o efeito mais intenso dos juros nessa atividade no ano passado, mas também uma herança mais longa de dificuldades enfrentadas pela indústria brasileira.

Na comparação com o pré-pandemia, a melhor situação é a dos serviços, em nível 19,6% superior ao daquele momento, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). O comércio, por sua vez, está 10,4% acima de fevereiro de 2024, pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC).

Há uma coincidência entre comércio e serviços no que se refere ao ponto mais alto de suas séries históricas. Novembro de 2025 foi o mês de patamar recorde em ambos os casos. Além disso, tanto serviços quanto comércio tiveram queda de 0,4% em dezembro, ante novembro.

O crescimento de 0,6% da indústria brasileira em 2025 é resultado de um setor que cresceu 1,2% no primeiro semestre e depois teve variação nula no segundo semestre. Os juros altos atingiram em cheio a indústria de transformação, que recuou 0,2%. As indústrias extrativas foram a principal força para manter a média da atividade no campo positivo, com uma alta de 4,9%. A segunda maior influência veio da indústria alimentícia (1,5%).

O setor de serviços cresceu pelo quinto ano seguido em 2025, com alta de 2,8%. O ritmo de expansão foi parecido com o observado em 2023 (2,9%) e 2024 (3,1%). Mais uma vez a principal influência positiva para o aumento do volume de serviços prestados no ano veio dos serviços de informação e comunicação, impulsionados desde a pandemia pela maior digitalização da economia. Os transportes também exerceram influência para o crescimento, favorecidos pela demanda do setor agrícola, com safra recorde.

No comércio, a expansão de 1,6% das vendas em 2025 foi a nona alta anual seguida. O último ano de queda no varejo restrito ocorreu em 2016 (-6,2%): houve aumento mesmo em 2020, o primeiro ano da pandemia (1,2%). A taxa do ano passado, no entanto, representa uma desaceleração frente a 2024, quando tinha sido de 4,1%.

O cenário foi menos positivo para o varejo ampliado, que ficou praticamente estável, com variação de apenas 0,1%. O varejo ampliado inclui as vendas de veículos e motos, partes e peças, material de construção e atacarejo. Neste caso, pesou principalmente a base de comparação elevada: as taxas de crescimento tinham sido de 2,3% em 2023 e 3,7% em 2024.

A inflação oficial brasileira desacelerou de 4,83% em 2024 para 4,26% em 2025 e voltou a ficar abaixo do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC). O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,26% foi a menor taxa anual de inflação desde 2018 (3,75%) e também o quinto menor resultado em todo o período desde o Plano Real.

O mercado de trabalho brasileiro se manteve aquecido em 2025, com sucessivos recordes de população ocupada, renda, massa de rendimentos e de menor nível de desemprego. Na média do ano, a taxa de desemprego ficou em 5,6%, a menor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, iniciada em 2012, e o contingente de pessoas ocupadas atingiu recorde de 103 milhões.

Os primeiros sinais de desaceleração começaram a aparecer no segundo semestre, mas no quarto trimestre – período tradicionalmente favorável para o mercado de trabalho – o desemprego foi ainda menor, de 5,1%.

O ano de 2025 também foi de recordes na renda média do trabalhador e na massa de rendimentos, o que ajudou a injetar recursos na economia.

[Fonte Original]

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