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quinta-feira, fevereiro 26, 2026

Dólar à vista avança e interrompe rali do real com aversão global a risco

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O dólar à vista exibiu leve valorização frente ao real nesta quinta-feira, interrompendo o rali da moeda brasileira, que exibiu alta nas últimas cinco sessões. Operadores disseram que o ambiente externo mais avesso a ativos de risco nesta sessão abriu espaço para o ajuste de posições e correção de excessos.

Na relação das 33 moedas mais líquidas, o pior desempenho vinha justamente daquelas divisas que se beneficiaram nos últimos dias: de mercados emergentes e ligadas a preços de commodities. Na parte da tarde, o movimento global até perdeu tração, mas mesmo assim o dólar seguiu valorizado.

Encerradas as negociações do mercado à vista, o dólar comercial fechou negociado em alta de 0,28%, cotado a R$ 5,1389, depois de ter tocado na mínima de R$ 5,1212 e batido na máxima de R$ 5,1654. Já o euro comercial registrou valorização de 0,20%, a R$ 6,0626.

Perto das 17h05, entre as moedas mais líquidas, o dólar avançava 1,86% ante o peso colombiano (por motivos eleitorais no país, além do externo), 1,03% contra o peso chileno, 0,39% contra o rand sul-africano e 0,19% contra o peso mexicano. Já o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, subia 0,16%, aos 97,795 pontos.

Desde o começo da sessão de hoje, o dólar teve valorização frente ao real. O movimento seguiu em linha com o observado na maioria dos mercados emergentes. Para um gestor de moedas, a dinâmica não foi surpresa, já que nos últimos cinco pregões a moeda americana recuou pouco mais de 2%. “É uma correçãozinha, em algum momento isso iria acontecer. Hoje os ventos externos não foram favoráveis, então se formou o ambiente para esse ajuste”, afirma.

No exterior, as expectativas em torno da reunião entre Estados Unidos e Irã e os resultados da Nvidia deixaram os participantes do mercado mais cautelosos com ativos de risco. No caso do Brasil, os agentes seguem à espera do IPCA-15, que deve ser divulgados amanhã, além de nova pesquisa eleitoral.

Sobre este último ponto, estrategistas do banco BBVA dizem que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reduziu uma desvantagem de dois dígitos desde dezembro, reforçando a percepção de que a direita está ganhando impulso.

“A pesquisa [da AtlasIntel] foi bem recebida pelos mercados ontem, com investidores passando a precificar uma probabilidade maior de uma administração mais favorável ao mercado, embora a disputa permaneça altamente competitiva e ainda seja cedo para fazer previsões definitivas.”

Já o Société Generale diz, em nota, que a dimensão política não pode ser ignorada na explicação do desempenho superior do real, ainda mais porque Flávio eliminou uma desvantagem de 12 pontos desde dezembro. “O dólar recuou para R$ 5,12, o nível mais baixo desde maio de 2024. Mantido o ritmo atual, o câmbio está a caminho de testar R$ 5,00 por dólar em março.”

[Fonte Original]

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