O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira que considera “muito importante” cuidar do Banco Central (BC), uma vez que a autoridade monetária pode “contribuir ou prejudicar” governos e o país.
A declaração foi dada durante o painel “Cenário Econômico 2026”, na CEO Conference Brasil 2026, fórum promovido pelo BTG Pactual, em São Paulo.
Haddad disse ainda não ver motivos para a continuidade da alta do juro real (descontada a a inflação), atualmente em cerca de 9%. Segundo ele, a avaliação não tem como objetivo “macular a reputação” do BC, mas promover uma reflexão sobre o tema.
“Estou fazendo uma reflexão que qualquer pessoa pode fazer (…). Entendo que, com um juro real desse [patamar], você não consegue contrapor com nenhum nível de superávit primário”, disse ele.
A meta fiscal definida para este ano pelo governo federal é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a cerca de R$ 34 bilhões.
Em 2025, o governo cumpriu a meta de déficit zero após fazer deduções. O déficit primário total registrado foi de R$ 61,691 bilhões no ano passado, com as exclusões permitidas pela legislação, o rombo para fins de cumprimento da meta foi de R$ 13 bilhões, equivalente a 0,1% do PIB.