O governo central registrou superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro, conforme divulgado nesta quarta-feira (25) pelo Tesouro Nacional. Com isso, no acumulado de 12 meses, o governo central teve déficit de R$ 62,7 bilhões, o equivalente a 0,47% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado foi o 4º maior para o mês da série histórica, em termos reais (valores corrigidos pela inflação).
Os dados levam em conta Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central (BC) e excluem despesas com a dívida pública.
A meta de resultado primário para este ano é de superávit de 0,25% do PIB, com intervalo de tolerância de 0,25 ponto do PIB para baixo. O intervalo é equivalente a R$ 34,3 bilhões aproximadamente.
Em janeiro de 2025, as contas ficaram positivas em R$ 85,1 bilhões, em termos nominais. Em 2025 como um todo, por sua vez, houve déficit de R$ 11 bilhões (0,09% do PIB).
O resultado de janeiro deste ano foi formado por superávit de R$ 107,615 bilhões do Tesouro, e déficits de R$ 20,649 bilhões da Previdência Social e R$ 66 milhões do BC.
A receita líquida do governo central registrou alta real de 1,2% em janeiro ante o mesmo mês de um ano antes, somando R$ 272,785 bilhões.
Enquanto isso, as despesas totais subiram 2,9% em termos reais, na mesma comparação, alcançando R$ 185,885 bilhões.
O governo federal investiu R$ 2,469 bilhões em janeiro, o que representa queda real de 27,0% em relação ao mesmo mês de 2025.
O governo federal recebeu R$ 5,3 milhões de dividendos de empresas estatais em janeiro. No mesmo mês de 2025, o pagamento de dividendos pelas estatais somou R$ 602 milhões.
Segundo o Tesouro, houve uma queda real de 99,1% na comparação entre janeiro de 2026 e janeiro de 2025.