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domingo, fevereiro 22, 2026

Haddad defende atual política como motriz para estabilizar dívida e reduzir juros

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“Se no próximo mandato fizermos metade do esforço que fizemos, conseguiremos estabilizar a trajetória da dívida e reduzir substancialmente os juros”, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na abertura do Fórum de Investimento Índia-Brasil, neste sábado (21).

Falando sobre o ambiente econômico do Brasil a empresários brasileiros e indianos, ele disse que o atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva herdou um déficit primário crônico de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e terminará este ano com uma situação de equilíbrio primário.

“Avançar nessa trilha de ajuste fiscal permitirá um ciclo de desenvolvimento ainda mais forte”, comentou.

Após destacar que Brasil e Índia são duas grandes democracias e que defendem interesses comuns em fóruns como o Brics, o G-20 e Ibas, o ministro ressaltou que o Brasil é credor internacional. A constituição de reservas cambiais fortes permitiu ao país superar crises como a de 2008 e a pandemia, exemplificou.

No momento, disse ele, a economia brasileira tem crescido 3% ao ano, na média. Com o conjunto de reformas aprovadas no atual mandato, será possível elevar a taxa potencial de crescimento para 3,5% a 4%, disse.

Outro ponto forte destacado pelo ministro é a “soberania energética”, com 50% da matriz total de origem limpa, apesar de o Brasil estar entre os maiores produtores de petróleo do mundo. O país também tem as energias eólica e solar mais baratas do planeta, e a maior matriz de produção de biocombustíveis, listou.

A matriz é convidativa para os empresários que buscam energia limpa para sua produção. Esse será um fator de competitividade importante num cenário em que aumentam as barreiras não tarifárias associadas à emissão de carbono, comentou.

“O Brasil, até outro dia, tinha um dos piores sistemas tributários do mundo”, continuou. “Aprovamos, em regime democrático, a maior reforma tributária da história.”

O novo sistema, que entrará em vigor em 1º de janeiro de 2027, contemplará um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) 100% digitalizado, de forma que será o sistema tributário mais digital do mundo. Investimentos e exportações serão totalmente desonerados, assim como cestas de alimentos e medicamentos. Haverá ainda um mecanismo de cashback que tornará o IVA progressivo. Normalmente, o IVA é regressivo, disse.

Como vem fazendo em entrevistas e eventos, Haddad destacou os resultados alcançados até agora no atual governo: a menor inflação acumulada em períodos de 4 anos da história, menor taxa de desemprego da história (5,1%), menor taxa de desconforto da história, crescimento médio de 3%, menor índice de Gini da história, maior massa salarial e maior número de pessoas trabalhando na história.

Tais dados, disse, dão robustez à economia. Paralelamente, os investimentos estão aumentando. A capacidade de investimento do setor público está se recuperando e a legislação sobre concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs) permitiu alavancar investimentos em infraestrutura “como há muito não se via”.

O comércio exterior está num pico, ao atingir US$ 600 bilhões, disse. “Não há razão para o nosso intercâmbio ser tão acanhado como é hoje”, afirmou. É possível vislumbrar um futuro de intercâmbio mais intenso, não só no comércio, mas também em cultura, turismo e outras um áreas que mantêm nações próximas umas das outras, completou.

* A repórter viaja a convite da ApexBrasil

[Fonte Original]

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