20.5 C
Brasília
terça-feira, fevereiro 3, 2026

Ibovespa destoa de ativos locais e sobe 0,8% com apoio de bancos e Vale; Petrobras cede mais de 1%

- Advertisement -spot_imgspot_img
- Advertisement -spot_imgspot_img

Depois de um pregão marcado pela realização na sexta-feira passada, a continuidade do fluxo estrangeiro voltou a impulsionar as ações da Vale e do setor bancário, o que deu sustentação ao Ibovespa nesta segunda-feira – mesmo diante da queda expressiva dos papéis da Petrobras. Destoando da piora registrada por outros ativos locais, como os juros futuros e o câmbio, o índice conseguiu suporte para encerrar com alta de 0,79%, aos 182.793 pontos, intensificando o avanço perto do fechamento.

Nem mesmo a alta dos juros futuros mais longos no pregão de hoje foi capaz de conter a valorização do Ibovespa. A possibilidade de que o secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, possa assumir uma das duas diretorias vagas do Banco Central ajudou a elevar os prêmios de risco, o que teve reflexo direto nos vértices mais longos da curva a termo.

O avanço dos juros futuros no pregão, no entanto, não impediu uma alta de ações cíclicas domésticas, que foram destaque de alta, caso de Direcional (+6,59%), Cury (+5,44%), C&A Modas (+4,36%), Cyrela (+3,91%) e Rede D’Or (+3,51%).

Já blue chips passaram por um dia de forte oscilação de preços, o que intensificou a volatilidade do Ibovespa. Depois de ceder até mais de 3% no pregão, as ações da Petrobras devolveram parte das perdas no fechamento: no fim, as ON recuaram 1,98%, ao passo que as PN tiveram baixa de 1,38%. O movimento ocorreu em linha com o tombo de mais de 4% dos preços de petróleo no pregão.

Já na ponta contrária, as ações da Vale subiram 0,59% após oscilarem entre perdas e ganhos durante parte da sessão. Em relatório, os analistas Igor Guedes, Ygor Bastos e Luca Vello, da Genial Investimentos, afirmaram que o pedido do Ministério Público Federal (MPF) feito à Justiça para bloquear R$ 1 bilhão das contas bancárias da companhia após os extravazamentos recentes geraram ruído de curto prazo na imprensa, mas que isso não justifica uma “reavaliação preventiva da tese de investimento”.

“Assim, qualquer comparação com tragédias passadas relacionadas a barragens (Brumadinho e Mariana) é, a nosso ver, equivocada e não deveria ser considerada sob a ótica analítica ou de avaliação de risco”, diz o relatório. “Do ponto de vista operacional, embora o município de Congonhas (MG) tenha suspendido temporariamente as licenças de operação até a conclusão das investigações e reparos, o impacto permanece limitado”, acrescenta a equipe. A casa ainda permanece com a recomendação de manutenção para os papéis, com preço-alvo em R$ 90.

Já o destaque entre os bancos ficou para as units do BTG Pactual, que avançaram 1,95%, impulsionadas pelo fluxo estrangeiro. Inclusive, a entrada de investidores internacionais na bolsa brasileira no mês passado, com aportes superiores a R$ 25 bilhões, o que seria equivalente a praticamente todo o fluxo registrado ao longo de 2025, deve continuar, segundo participantes do mercado.

“O principal é o estrangeiro. Mas o local virou o ano muito pouco alocado e, ao longo do mês de janeiro, não mudou muito. Em alguns papéis teve que recomprar para reduzir risco, o que, em parte, explica o desempenho de Petrobras e Vale”, diz um gestor de um grande banco. “O investidor local, em geral, não estava bem-posicionado para essa alta.”

Para a equipe de estratégia em investimentos em ações do Bank of America (BofA), o rali em mercados acionários da América Latina, como o Brasil, está sendo impulsionado por uma série de fatores: enfraquecimento do dólar, ainda que a moeda americana tenha voltado a ganhar força recentemente após a indicação de Kevin Warsh para o comando do Fed; maiores preços de metais; posicionamento leve de investidores em commodities; conflitos geopolíticos e taxas de juros baixas na América Latina.

O forte fluxo de investidores, porém, pode estar gerando distorções e fazendo com que as ações brasileiras estejam próximas dos níveis de risco de uma bolha. Segundo o indicador de risco de bolha (BRI, na sigla em inglês) do banco, as ações brasileiras estavam no nível 0,7 até a semana do dia 23 de janeiro, sendo que o time considera que o ativo analisado está em uma bolha quando o BRI fica acima de 0,8.

Segundo o Bofa, o BRI busca resumir os retornos, a volatilidade, o momentum e a fragilidade de um ativo, ao considerar uma escala de 0 a 1.

Em meio ao fluxo estrangeiro, o volume negociado pelo Ibovespa foi de R$ 20,4 bilhões e de R$ 28,6 bilhões na B3.

Já em Wall Street, d dia também foi de forte volatilidade dos índices americanos até o fechamento. No fim, o Dow Jones avançou 1,05%; o Nasdaq ganhou 0,56%; e o S&P 500 subiu 0,54%.

[Fonte Original]

- Advertisement -spot_imgspot_img

Destaques

- Advertisement -spot_img

Últimas Notícias

- Advertisement -spot_img