O preço das matérias-primas com influência sobre a inflação apresentou alta de 1,95% em janeiro de 2026. Em dezembro de 2025, o aumento foi de 4,30%, de acordo com o Índice de Commodities Brasil (IC-Br) do Banco Central.
Nos 12 meses terminados em janeiro, o indicador teve queda de 8,77%, conforme divulgado pela autoridade monetária.
O IC-Br é construído com base nos preços das commodities agrícolas, metálicas e energéticas convertidos para reais. Em dólares, a variação foi positiva em 4,10% em janeiro. Considerando os 12 meses, houve alta de 2,91%.
Entre os três subgrupos que compõem o IC-Br, o de commodities agropecuárias (carne de boi, carne de porco, algodão, óleo de soja, trigo, açúcar, milho, arroz, café, suco de laranja e cacau) registrou baixa de 0,79% em janeiro e diminuição de 16,85% em 12 meses.
Já o preço das commodities metálicas (alumínio, minério de ferro, cobre, estanho, zinco, chumbo, níquel, ouro e prata) subiu 14,65% no primeiro mês de 2026 e fechou 12 meses com alta de 42,07%.
As commodities energéticas (petróleo Brent, gás natural e carvão), por sua vez, tiveram queda de 4,02% em janeiro. Em 12 meses, houve recuo de 22,91%.