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segunda-feira, fevereiro 2, 2026

Laura Fernández lidera apuração na Costa Rica e se aproxima de vitória no 1º turno

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Laura Fernández lidera a corrida presidencial da Costa Rica com uma vantagem expressiva de 53,01%, enquanto Álvaro Ramos está em segundo lugar com 30,05% e Claudia Dobles em terceiro com 3,9%. Um total de 31,14% dos votos foram apurados após o fechamento das urnas no domingo (1).

Fernández precisa de pelo menos 40% dos votos para vencer a eleição em primeiro turno e evitar um segundo turno em 5 de abril. A declaração oficial com o vencedor deve ocorrer em 8 de maio.

Fernández é a candidata do partido governista e atuou como chefe de gabinete do presidente Rodrigo Chávez. Ela vem liderando as pesquisas com ampla vantagem, com o apoio dos eleitores à sua linha dura contra o crime, num país que já foi um oásis de tranquilidade na América Central, mas que virou um ponto cobiçado pelos traficantes de cocaína, que podem esconder a droga em carregamentos de frutas destinados aos Estados Unidos e à Europa.

Membro do conservador Partido Soberano do Povo, Fernández prometeu penas mais severas para membros de gangues e defende a suspensão de direitos constitucionais em bairros com altos índices de criminalidade para facilitar as buscas e prisões pela polícia.

Ela também prometeu uma reforma judicial e mandatos com duração limitada para juízes, que, segundo ela, são lenientes com criminosos.

O número de homicídios atingiu o maior patamar da história em 2023 e se manteve próximo a esse pico, enquanto gangues rivais lutam por território. O governo apreendeu quase 51 toneladas de cocaína no ano passado, um número recorde.

“Aplicarei medidas rigorosas que nos permitam tirar esses criminosos de circulação e colocá-los onde devem estar, na prisão”, disse Fernández durante a campanha

Líderes do setor turístico, crucial para o país e que emprega centenas de milhares de costarriquenhos, alertaram que o aumento da criminalidade ameaça a reputação da Costa Rica como um dos destinos mais seguros da América Latina.

O número de turistas estrangeiros permanece abaixo do pico pré-pandemia. Os eleitores afirmam que a criminalidade é sua principal preocupação. Fernández lidera as pesquisas com 44% das intenções de voto, contra cerca de 9% de seu principal adversário, Álvaro Ramos, em uma cédula eleitoral com 20 candidatos.

Cerca de um quarto dos eleitores se declararam indecisos na semana anterior à eleição. Um segundo turno entre os dois candidatos mais votados será realizado em abril, caso nenhum deles obtenha pelo menos 40% dos votos no domingo.

O país também elegerá todos os 57 membros de seu Congresso unicameral.

O próximo presidente será conhecido em 8 de maio. Fernández defendeu laços econômicos mais estreitos com os Estados Unidos, afirma ser contra todos os novos impostos e quer “cortar os gastos supérfluos” do Estado.

Ela também propôs a venda de dois bancos estatais. Ramos prometeu 6 mil novos policiais, novas prisões e operações policiais em larga escala em bairros com altos índices de criminalidade e áreas turísticas.

Ele defendeu o relaxamento dos limites do déficit fiscal do país para permitir mais gastos com educação e acredita que o banco central deveria ter um “mandato duplo” para atingir tanto o crescimento quanto a inflação.

Ele também prometeu descongelar os salários dos servidores públicos.

O presidente Chávez não pode se reeleger, mas Fernández cogitou nomeá-lo chefe de gabinete. Fernández também prometeu maior cooperação com a os EUA para combater o narcotráfico.

No ano passado, ela se reuniu com o secretário de Estado Marco Rubio para discutir como conter o fluxo de drogas para os EUA.

A economia deverá crescer 3,6% este ano, figurando entre as de melhor desempenho nas Américas, segundo analistas consultados pela Bloomberg.

A inflação anual é negativa e a taxa de desemprego está próxima dos seus níveis mais baixos desde 2007. A moeda do país valorizou-se ao seu maior ponto em 20 anos em janeiro.

Chaves, ex-economista do Banco Mundial, concluiu um programa de empréstimos com o Fundo Monetário Internacional (FMI), reduziu o déficit fiscal do país e diminuiu os níveis da dívida pública em relação ao PIB.

[Fonte Original]

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