Em evento na Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou viver seu melhor momento político e destacou a retomada do crescimento econômico. Segundo ele, a entrada de capital estrangeiro e a abertura de 516 novos mercados no exterior sinalizam a melhora do ambiente econômico.
Lula ainda citou a sequência de altas no mercado de ações. “A bolsa de valores pela primeira vez na história subiu nove vezes seguidas nesse país. Só no mês de janeiro entrou US$ 26 bilhões contra US$ 25 bilhões em todo o ano de 2025”, ressaltou.
O presidente voltou a defender os investimentos em saúde e políticas sociais, rebatendo críticas de parte de agentes do mercado financeiro que se tratariam apenas de gastos, e ressaltou o papel do Sistema Único de Saúde (SUS) durante a pandemia. Também mencionou medidas como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, ações de combate ao feminicídio e a entrega de equipamentos de saúde no Estado.
De olho nas eleições gerais em outubro, Lula afirmou que 2026 será um “ano da verdade”, com enfrentamento à desinformação. Defendeu ainda a regulação das bets e sinalizou a criação de um Ministério da Segurança Pública caso a PEC da Segurança seja aprovada pelo Congresso Nacional.
No campo internacional, o petista comentou a relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que o diálogo entre os dois melhorou após o anúncio do tarifaço. “Agora eu sou amigo do Trump, toda hora ele fala que temos química, foi amor à primeira vista. Sabe por que? Ninguém respeita quem não se respeita”, disse Lula.
As declarações foram dadas durante cerimônia de entrega de ambulâncias e equipamentos do Novo PAC Saúde na Bahia.
Ao todo, foram adquiridos 2,1 mil veículos para o transporte de pacientes do SUS, com investimento de R$ 815 milhões. O pacote inclui 700 micro-ônibus, 700 vans e 700 ambulâncias de suporte básico e integra a nova frente do programa Agora Tem Especialistas, chamada Caminhos da Saúde.
Participaram do evento autoridades como os senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Jaques Wagner (PT-BA), além dos ministros Rui Costa (Casa Civil), Alexandre Padilha (Saúde), Esther Dweck (Gestão), Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) e Márcia Lopes (Mulheres) e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).