Os portos nacionais movimentaram 1,403 bilhão de toneladas ao longo de 2025. O volume representa um crescimento de 6,1% em relação a 2024, quando atingiu 1,322 bilhão de toneladas. Os dados compõem o Desempenho Aquaviário 2025, apresentado, nesta terça-feira (10), pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
O diretor-geral da agência reguladora, Frederico Dias, ressaltou que os dados indicam recorde de movimentação para o setor aquaviário, considerando o início da série histórica, em 2010. Nos últimos 15 anos, houve um aumento de 67% de movimentação nos portos, saltando de 840 milhões de toneladas, em 2010, para 1,4 bilhão, no ano passado.
Segundo ele, não se trata de um momento pontual, mas da trajetória de crescimento do setor, que reflete a maturidade institucional do país e da atuação da Antaq. “Essas informações servem especialmente para o setor público formular políticas públicas consistentes e regular com base em dados e evidências”, disse Dias, durante a apresentação dos dados.
Até 2030, movimentação deve atingir 1,59 bi de toneladas
A projeção da agência reguladora aponta crescimento de 2,7% para 2026, com 38,2 milhões de toneladas a mais do que o registrado em 2025. A Antaq estima que, até 2030, a movimentação deve atingir 1,59 bilhão de toneladas.
Em 2025, a movimentação nos Terminais de Uso Privado (TUPs) cresceu 7% (906,1 milhões de toneladas), enquanto nos portos públicos, registrou alta de 4,5% (497 milhões de toneladas), com destaque para o Porto de Santarém, no Pará, que cresceu 13,2%. Nos portos, lideram as cargas do agronegócio, enquanto nos TUPs, predominam as commodities minerais e energéticas.
Os dados apontam também um aumento no desempenho das cargas transportadas por meio de contêineres. O segmento, que transporta produtos de maior valor agregado, movimentou 164,6 milhões de toneladas, um aumento de 7,2% em relação a 2024.
O diretor-geral ressaltou que parte fundamental do movimento diz respeito ao papel constante e presente dos terminais privados na movimentação de contêineres. “O setor privado tem respondido muito bem ao ambiente de negócio criado pelo Estado brasileiro, mas o aumento da produtividade e da eficiência tem limite e é necessário aumentar e fortalecer a capacidade da nossa infraestrutura e da disponibilidade”, afirmou.
“Portos não podem ser gargalo do crescimento do país”
A projeção é que, em 2030, haja uma movimentação de 18 milhões de TEUs, medida padrão global para a capacidade de contêineres em navios e portos. “É fundamental que o Estado crie condições e possa responder ao desafio que o setor privado está demandando. Portos não podem ser gargalo do crescimento do país.”
Entre as mercadorias, o minério de ferro foi o mais exportado. A soja registrou um crescimento expressivo, de 14%, totalizando 139,7 milhões de toneladas escoadas. Na outra ponta da cadeia, a importação de adubos e fertilizantes cresceu 10% (49,3 milhões de toneladas). Outro destaque foi a movimentação de gás de petróleo, que avançou 10,4%, somando 5,8 milhões de toneladas.