O Ibovespa fechou em queda modesta nesta terça-feira, 10, após trocar de sinal algumas vezes durante o pregão e encostar nos 187 mil pontos na máxima do dia. A ação da Eneva capitaneou as perdas diante da frustração de analistas com preços-teto aprovados pela Aneel para leilão de geração de energia.
O índice de referência do mercado acionário brasileiro recuou 0,17%, a 185,9 mil pontos. Na véspera, o índice havia renovado recorde de fechamento, a 186,2 mil pontos.
Dólar se mantém abaixo dos R$ 5,20
Após oscilar em alta durante boa parte da sessão, o dólar encerrou a sessão perto da estabilidade, abaixo dos R$ 5,20, enquanto no exterior a divisa norte-americana sustentou ganhos ante pares da moeda brasileira, como o rand sul-africano e o peso chileno.
O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos — cuja taxa de referência hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% — vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos nos últimos meses.
“O dado (do IPCA divulgado hoje) manteve em aberto o debate sobre o tamanho do próximo corte de juros na reunião de março (do BC), com apostas divididas entre 25 e 50 pontos-base”, pontuou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
“Ainda assim, o Brasil segue com um elevado diferencial de juros, que, aliado ao fluxo estrangeiro para bolsa e renda fixa, tem sustentado o bom desempenho do real neste ano”, acrescentou.
Neste cenário, o dólar à vista variou entre a mínima de R$ 5,1846 (-0,08%) às 11h34 e a máxima de R$ 5,2130 (+0,47%), em uma sessão de liquidez reduzida e oscilações em margens estreitas.
Durante a tarde, os investidores também seguiram atentos ao evento do BTG Pactual, que se voltou para o atual cenário da economia brasileira.
Ex-secretário do Tesouro e atualmente economista-chefe do BTG, Mansueto Almeida foi uma das vozes incisivas no evento, ao fazer previsões negativas sobre a área fiscal e ao atribuir as melhoras recentes de alguns indicadores do país a fatores internacionais, e não às ações do governo Lula.
Mesmo assim, o dólar encerrou o dia pouco acima da estabilidade e ainda abaixo dos R$ 5,20. No exterior, a divisa subia ante alguns pares do real e em relação a divisas fortes como o euro e a libra. Na comparação com o iene, o dólar tinha queda forte.