O saibro do Jockey Club Brasileiro volta a ser o centro das atenções do tênis mundial entre os dias 14 e 22 de fevereiro, quando o Rio Open 2026 chega à sua 12ª edição consolidado como o maior torneio do esporte no país e referência na América do Sul. Em quadra, um line-up robusto, equilíbrio entre jovens promessas e nomes experientes do circuito – e um protagonista claro para a torcida local: o carioca João Fonseca.
O evento reúne 32 jogadores na chave de simples. São 23 vagas diretas pelo ranking, três convites da organização, um convite reservado a tenistas da lista A+ da ATP, quatro classificados do qualifying e uma vaga de special exempt – destinada a quem não pode jogar o quali por ainda estar em outro torneio. Caso não sejam usadas, as vagas de special exempt e da lista A+ viram lugares para entrada direta.
O primeiro nome anunciado para 2026 foi o do italiano Lorenzo Musetti, medalhista de bronze em Paris 2024 e então top 10. Mas o número 5 do mundo sofreu uma lesão nas quartas de final do Australian Open 2026 e anunciou que não participará do torneio – assim como já havia acontecido em 2025, quando desistiu na semana do evento. A ausência abriu espaço para que outros protagonistas assumam o palco.
Entre eles está o argentino Sebastian Báez, atual bicampeão do Rio Open. Em 2025, ele fez história como o primeiro tenista a levantar o troféu de simples duas vezes no torneio, ao vencer o francês Alexandre Muller na decisão, e volta em 2026 em busca de um inédito tricampeonato. Outro nome que chama a atenção é Matteo Berrettini, finalista de Wimbledon em 2021 e quadrifinalista no Rio em 2022, que retorna ao saibro carioca com seu saque potente e currículo de 10 títulos de ATP.
O veterano Gael Monfils, que havia incluído o torneio em sua turnê de despedida, acabou desistindo por problemas físicos. Ainda assim, o Rio Open mantém a tradição de reunir figuras marcantes do circuito, combinando nomes consolidados e novas histórias.
João Fonseca, a sensação da casa
Principal nome do tênis masculino brasileiro, João Fonseca disputa o Rio Open pela quarta vez. Aos 19 anos, o carioca chega em 2026 em um patamar distinto: depois de vencer seu primeiro ATP 250 em Buenos Aires, em 2025, tornar-se o mais jovem brasileiro campeão na Era Aberta e conquistar um ATP 500 em Basileia, ele se consolidou entre os melhores do mundo. Soma ainda o título do Next Gen ATP Finals e troféus de Challenger em Phoenix, Camberra e Lexington.
A relação de Fonseca com o torneio é antiga. Ele frequentou o Rio Open desde a primeira edição, em 2014, como torcedor, assistindo a ídolos como Rafael Nadal nas arquibancadas do Jockey. Em 2022, foi sparring oficial; em 2023, recebeu convite para disputar a chave principal e fez sua estreia em ATP literalmente em casa. Em 2024, conseguiu sua primeira vitória em um ATP e alcançou as quartas de final; em 2025, voltou já como campeão de Buenos Aires.
“O Rio Open é um torneio muito especial para mim, que representa diferentes experiências na minha vida. Criei muita vivência vendo grandes jogadores e tênis do alto nível de perto, e foi o lugar que me inspirou a querer jogar tênis. Estou animado para disputar mais uma edição em casa”, diz o brasileiro.
Do lado da organização, a expectativa acompanha o momento do atleta. “Estamos muito animados para ver o João Fonseca em ação, em casa, com esse novo status no circuito. Ano passado ainda era tudo muito novo. Hoje ele é um jogador estabelecido entre os melhores”, afirma Luiz Carvalho, diretor do torneio. Para ele, 2026 também será o ano de se emocionar com despedidas, como a de Monfils, e de descobrir “novas histórias, novos personagens e continuar desenvolvendo o tênis no Brasil”.
Qualifying: promessas e veteranos em disputa
Antes da chave principal, o qualifying, disputado nos dias 14 e 15 de fevereiro, também no Jockey Club Brasileiro e com entrada gratuita, define as últimas quatro vagas. São 16 jogadores na disputa: 13 entram pelo ranking e três por convite da organização.
A lista reúne juventude e experiência. Entre os jovens, aparecem nomes como o dinamarquês Elmer Moller, apontado como uma das grandes promessas de sua geração, e Chun-Hsin Tseng, ex-número 1 do mundo no juvenil e campeão de dois Grand Slams nessa categoria. Do lado dos veteranos, o chileno Nicolas Jarry, ex-16º do mundo, e o sérvio Dusan Lajovic, único tenista a ter disputado todas as edições da chave de simples do Rio Open, são os destaques.
Lista do qualifying – Rio Open 2026
- Yannick Hanfmann (ALE)
- Thiago Agustin Tirante (ARG)
- Roman Andres Burruchaga (ARG)
- Tomas Barrios Vera (CHI)
- Elmer Moller (DIN)
- Chun-Hsin Tseng (TPE)
- Dusan Lajovic (SER)
- Dino Prizmic (CRO)
- Vilius Gaubas (LIT)
- Nicolas Jarry (CHI)
- Hugo Dellien (BOL)
- Andrea Pellegrino (ITA)
- Francesco Passaro (ITA)
Quem vencer dois jogos entra na chave principal.
Quem joga o Rio Open 2026 – chave de simples
A lista atual de confirmados para a chave principal de simples do Rio Open 2026 reúne nomes fortes do saibro, campeões de edições anteriores e jovens em ascensão:
- Francisco Cerundolo (ARG)
- Luciano Darderi (ITA)
- João Fonseca (BRA)
- Sebastian Baez (ARG)
- Lorenzo Sonego (ITA)
- Daniel Altmaier (ALE)
- Camilo Ugo Carabelli (ARG)
- Alexandre Muller (FRA)
- Matteo Berrettini (ITA)
- Tomas Martin Etcheverry (ARG)
- Damir Dzumhur (BIH)
- Francisco Comesana (ARG)
- Pedro Martinez (ESP)
- Mariano Navone (ARG)
- Alejandro Tabilo (CHI)
- Cristian Garin (CHI)
- Juan Manuel Cerundolo (ARG)
- Emílio Nava (EUA)
- Laslo Djere (SER)
- Carlos Taberner (ESP)
- Ignacio Buse (PER)
- Vit Kopriva (CZE)
- Yannick Hanfmann (ALE)
- [WC] João Lucas Reis (BRA)
- [WC] Gustavo Heide (BRA)
- [WC] Luis Guto Miguel (BRA)
Em 2026, o torneio volta a colocar o Rio de Janeiro na rota do circuito mundial com uma combinação que se tornou sua marca: nomes de peso, atmosfera de Grand Slam à beira da Lagoa e a chance de ver, de perto, a próxima geração do tênis escrever os próximos capítulos dessa história.