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segunda-feira, fevereiro 9, 2026

Airbnb: a transformação do Copan, ‘maior edifício residencial’ do Brasil, com hospedagem de curto prazo – BBC News Brasil

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Crédito, Victor Parolin/BBC

Legenda da foto, Moradora do Copan, a historiadora e pesquisadora em urbanismo Maíra Rosin avalia que foco no movimento turístico não melhora vida de quem mora no centro de São Paulo

  • Tempo de leitura: 13 min

É início da tarde de sexta-feira e, na entrada do bloco B do Copan, icônico edifício no Centro de São Paulo, uma pequena fila de turistas com malas esperam a porta do elevador abrir. De dentro, uma mulher sai carregando um saco com roupas para lavar em que se lê: “Airbnb no Copan”.

Seria mais uma das várias viagens que os 22 elevadores do prédio fariam naquele início de fim de semana, carregando moradores, hóspedes, funcionários de limpeza e carrinhos com lençóis e toalhas para trocar. Uma rotina que lembra a de um hotel, só que em um edifício residencial.

“Tem dia que você tem que pedir licença para os hóspedes para conseguir entrar no seu bloco”, diz Alexandre Araújo, morador que aluga um apartamento no Copan há oito anos e é dono de uma barbearia na galeria que fica no térreo.

Símbolo da maior cidade do Brasil com suas curvas, brises e cobogós, o edifício projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer tem se transformado pouco a pouco em um grande centro de hospedagem, o que se tornou alvo de uma disputa entre alguns donos e inquilinos de apartamentos dali — uma situação parecida, mas em dimensão bem maior, à de muitos outros edifícios em áreas turísticas das cidades brasileiras.

Dos 1.160 apartamentos do Copan, mais de 200 hoje já são destinados ao aluguel de curta temporada, especialmente pela plataforma Airbnb, a mais popular do gênero, segundo a administração do condomínio.

[Fonte Original]

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