O Bitcoin atravessa um momento complicado após a sequência de quedas registrada desde o ano passado e que piorou nos últimos dias, período em que o preço voltou a testar regiões técnicas importantes, abaixo da marca de US$ 80 mil.
Depois de atingir máximas históricas em 2025, o BTC perdeu tração nas últimas semanas, pressionado por fatores macroeconômicos, incertezas regulatórias e realização de lucros por parte de investidores mais antigos.
Esse movimento deixou investidores em compasso de espera. De um lado, há receio de novas quedas no curto prazo, especialmente diante de um cenário global mais cauteloso para ativos de risco. De outro, cresce a expectativa de que o Bitcoin possa encontrar um ponto de estabilização e iniciar uma recuperação ao longo dos próximos meses, como já ocorreu em ciclos anteriores.
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De acordo com uma análise da equipe do Mercado Bitcoin (MB), apesar do viés ainda defensivo no curto prazo, começam a surgir elementos que podem servir de gatilho para uma retomada do preço. O relatório aponta três fatores principais que, combinados, têm potencial para melhorar o cenário do Bitcoin ao longo de 2026.
Três fatores que podem impulsionar o Bitcoin
1) Agenda regulatória nos EUA
O primeiro fator é o avanço da agenda regulatória nos Estados Unidos. Segundo o MB, o diálogo mais próximo entre governo americano e grandes empresas do setor cripto é visto como estratégico para destravar a entrada de capital institucional.
Um dos focos centrais dessas discussões é a Lei Clarity, projeto que busca estabelecer regras mais claras para a criptoeconomia. A leitura é que maior segurança jurídica reduz riscos percebidos, facilita a alocação de grandes investidores e incentiva empresas tradicionais a desenvolverem soluções baseadas em blockchain.
2) Indicador macro importante virou para o positivo
O segundo fator destacado pelo MB é a melhora de indicadores macroeconômicos nos EUA, em especial o PMI industrial, considerado um termômetro da atividade econômica. Historicamente, ciclos fortes de alta em cripto costumam coincidir com momentos em que o PMI supera a marca de 50, indicando expansão, e ganham ainda mais força quando ultrapassa 55.
Atualmente, o PMI geral já está acima de 52, enquanto o PMI de Chicago se aproxima de 54, sinalizando um possível aquecimento econômico, cenário que tende a favorecer ativos de risco, incluindo o Bitcoin.
3) Sinais de “fundo do poço” no mercado
O terceiro ponto envolve sinais técnicos e comportamentais de que o mercado pode estar próximo de um fundo. A análise do MB observa que o preço voltou para uma região de suporte relevante, a mesma vista antes da eleição de Donald Trump e no fundo registrado em abril de 2025.
Além disso, indicadores de sentimento apontam para extremo medo, uma zona em que grande parte dos investidores já realizou vendas, reduzindo a pressão vendedora. Em ciclos anteriores, esse tipo de configuração frequentemente antecedeu movimentos de reversão.
Fatores que ainda pressionam o mercado
Ao mesmo tempo, o MB ressalta que o cenário não é isento de riscos. Entre os fatores negativos, o relatório cita o fortalecimento recente do dólar, impulsionado pela expectativa de uma política monetária mais dura caso Kevin Warsh seja confirmado como presidente do Federal Reserve. Um dólar mais forte e juros elevados tornam os títulos americanos mais atraentes e costumam pesar sobre ativos como o Bitcoin, que performa melhor em ambientes de maior liquidez.
Também entram no radar o aumento das tensões geopolíticas, especialmente no Oriente Médio, e a possibilidade de vendas por investidores de longo prazo. Esses movimentos tendem a amplificar quedas no curto prazo, gerando pressão adicional sobre o preço e aumentando a volatilidade.
Entre cautela e oportunidade
A conclusão da equipe do Mercado Bitcoin é que, no curto prazo, o viés ainda é negativo, com o mercado mostrando dificuldade para uma recuperação imediata. No entanto, os analistas destacam que ignorar os sinais de possível exaustão da queda pode ser um erro, especialmente diante da combinação de suportes técnicos, sentimento extremo e melhora gradual de indicadores macroeconômicos.
Historicamente, períodos de maior pessimismo costumam anteceder fases de recuperação no Bitcoin. Embora o momento exija cautela, o MB avalia que o horizonte mais amplo segue aberto para uma retomada, reforçando a leitura de que quedas intensas nem sempre representam o fim do ciclo, mas podem sinalizar o início de novas oportunidades para investidores atentos.
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