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sábado, fevereiro 28, 2026

3 grandes exchanges cripto vão deixar o Brasil por conta de novas regras

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Resumo da notícia

  • Grandes exchanges internacionais não pretendem se adequar às regras do BC.

  • Custo operacional pode chegar a R$ 6 milhões mensais.

  • Mercado brasileiro não cobre custos regulatórios, dizem executivos.

Executivos responsáveis por pelo menos 3 grandes exchanges internacionais que atualmente operam no Brasil revelaram ao Cointelegraph Brasil que as empresas não vão se adequar às novas regras do Banco Central do Brasil e não vão solicitar as licenças para operarem como PSAVs no país.

De acordo com eles, o custo estimado para manter uma operação no Brasil, com as novas regras, varia de R$ 3 a R$ 6 milhões para uma grande exchange, incluindo custos operacionais e novos custos com a regulamentação, isso sem contar as adequações técnicas na plataforma e o capital social integralizado de R$ 12 milhões.

Eles avaliam que o atual volume do mercado nacional não cobre os custos da operação nos moldes da regulamentação e por isso, avaliam ‘deixar o país’. No entanto, a proposta é que as exchanges mantenham seus sites em português, uma pequena equipe operacional (no país ou fora dele) e uma estrutura mínima para comunidade, KOLs e outras ações nas redes sociais.

“Não vale a pena, todo mundo já tem sua ‘fatia’ do mercado nacional construído com KOLs, sistemas de Copy Trade, bonificações, entre outros. Os grandes players também já têm seu modus operandi estabelecido e muitos KOLs já atingiram seu pico de refers, há um mercado em crescimento, mas esse mercado não é suficiente para bancar a operação de todo mundo que deseja permanecer no país. Se é difícil para os grandes, imagine para os médios e pequenos que também buscavam liquidez em diversas destas plataformas que estão encerrando”, disse um dos executivos.

A avaliação dos executivos é que, com o processo de ‘stableconização’ da economia local, os riscos de não atender às regras do BC são pequenos quando comparados a relação investimento/retorno.

Segundo eles, pelo menos até outubro ‘nada muda’, que é quando acaba a fase 1 do processo de adequação das empresas que atuam no país. Após esse período, o BC poderia comunicar as empresas que não se adequaram e tomar outras medidas, como processos administrativos e eventuais pedidos de bloqueio aos provedores de fiat on-off ramp destas empresas, assim como ocorreu com as bets.

Porém, como o acesso a stablecoins está mais simples e popular no Brasil, o bloqueio nos provedores de pix não seria um problema. Além disso, eles avaliam que, em um cenário mais extremo, com o qual os executivos não acreditam que se concretize até pelo menos o fim de 2026, o BC poderia notificar a Anatel para bloqueio dos sites, que também poderiam ser acessados via VPN, uma prática comum entre os entusiastas cripto.

O Cointelegraph entrou em contato com o Banco Central para saber quantas empresas já solicitaram a regulamentação e quando será disponibilizada a página aberta com os pedidos das solicitantes, conforme divulgou o regulador, mas o BC não respondeu à solicitação, nem mesmo sendo ela requerida pela “Lei de Acesso à Informação”.

1 exchange perto de fechar

Em outro caso, consequência da nova regulamentação do mercado cripto no Brasil, uma grande exchange estaria perto de encerrar suas atividades devido a uma crise de liquidez, causada pela exigência das novas regras.

Segundo relatos de diversas pessoas ligadas ao caso, desde o ano passado, assim que as regras foram publicadas, a exchange vem buscando compradores ou investidores para as novas atividades. Pelo menos duas empresas foram consultadas para possível compra da operação. Entre os possíveis compradores estariam a Binance e o Mercado Bitcoin (nenhuma das exchanges confirmou ou negou as informações e ressaltaram que não comentam assuntos internos).

No entanto, segundo as fontes, ambas as exchanges declinaram da proposta, o que levou a empresa a buscar outras alternativas, entre elas, uma grande remodelação interna. e novas NDAs foram assinadas com outros possíveis compradores.

Segundo as fontes, o principal problema agora é conseguir o capital necessário para manter a operação ativa, o que ficou mais complicado dado que o BC afirmou que vai exigir a integralização de capital já na fase 1.

Caso as negociações não avancem, esta seria a primeira grande baixa no mercado nacional, dado que a empresa está entre as top 10 no mercado de varejo cripto no Brasil.

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[Fonte Original]

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