O JPMorgan recalculou o custo de produção do Bitcoin de US$ 90 mil para US$ 77 mil, com a queda tendo ocorrido por conta da diminuição do hashrate da rede e da dificuldade de mineração. Esse indicador historicamente tem servido como “piso de preço suave” ou nível de suporte. Portanto, o analistas do banco apontam que o suporte do Bitcoin está na faixa de US$ 77 mil.
Porém, eles entendem que esse preço menor não irá se manter por muito tempo. “Já observamos uma recuperação no hashrate, apontando para um possível aumento na dificuldade de mineração e no custo de produção do bitcoin no próximo ajuste de dificuldade da rede”, aponta o relatório liderado pelo diretor-gerente Nikolaos Panigirtzoglou em relatório divulgado na quarta-feira, segundo o The Block.
A dificuldade de mineração caiu 15% no ano até o momento, sendo essa a maior queda desde que a China baniu o Bitcoin em 2021. Esse fator é ajustado aproximadamente a cada duas semanas para manter o tempo médio de geração de blocos próximo de 10 minutos, o que significa que uma queda no hashrate leva automaticamente a uma redução na dificuldade.
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Além da queda no preço do Bitcoin, que faz a atividade ser menos lucrativa e espanta alguns mineradores, a queda da dificuldade tem também como motivo as tempestades de inverno nos Estados Unidos. Isso porque grandes mineradores, especialmente no Texas, passaram a destinar sua produção apenas para conservar a eletricidade do estado.
Em 2021, com a proibição da mineração de Bitcoin na China, a dificuldade caiu 45% entre maio e julho daquele ano.
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“A dificuldade de mineração do Bitcoin acabou se recuperando até o fim daquele ano. No momento atual, alguns mineradores de alto custo têm vendido seus bitcoins para se manter/fundear as operações diárias, reduzir dívidas ou migrar para IA. Essas vendas por parte dos mineradores ampliaram as pressões sobre o preço do Bitcoin no acumulado do ano, mas acreditamos que a saída dos mineradores de maior custo já se estabilizou”, escreveram os analistas.
A menor dificuldade de mineração também está proporcionando alívio aos mineradores que continuam operando. Com menos concorrentes, cada unidade de poder computacional tem maior chance de obter recompensas de bloco, melhorando a lucratividade dos mineradores mais eficientes e permitindo que capturem participação de mercado daqueles que foram forçados a sair, segundo os analistas.
“De fato, já vemos uma recuperação no hashrate, apontando para um possível aumento na dificuldade de mineração no próximo ajuste de dificuldade da rede”, disseram.
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