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domingo, fevereiro 8, 2026

As principais notícias cripto da semana

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Resumo da notícia

  • Stablecoins avançam como camada operacional na América Latina

  • Bancos e exchanges aceleram adoção com compliance e custos menores

  • Blockchain ganha tração em apostas, dados reais e ESG

Apesar do Bitcoin ter caido para US$ 60 mil nesta semana ela também trouxe diversas novidades para o mercado. A Truther anunciou a migração de sua operação cripto para El Salvador, reforçando a integração ao ecossistema da RezolvePay e apostando em escala, compliance e privacidade.

No mercado, a Ripio ampliou a oferta de stablecoins ao integrar a Ripple USD (RLUSD) no Brasil e na Argentina, em um setor que já soma US$ 317,8 bilhões e segue concentrado em USDT e USDC.

Em paralelo, o Ebury Bank iniciou operações como VASP no Brasil, lançando trilhos on-chain para liquidações internacionais sob regras do Banco Central, sinalizando que o dinheiro digital entrou em sua fase estrutural. Já a MEXC destacou a força da competição ao eliminar taxas e gerar US$ 1,1 bilhão em economia aos usuários em 2025, impulsionando liquidez em spot, futuros e ativos tokenizados.

A inovação também ganhou tração no desenvolvimento. Solana e Kalshi anunciaram mais de US$ 2 milhões para apostas tokenizadas e mercados de previsão, enquanto a Colosseum divulgou hackathons em 2026. Fora do eixo financeiro, a Mova Protocol atingiu valuation de R$ 180 milhões, mostrando como blockchain, dados reais e ESG convergem.

Argentina antecipa a próxima fase do dinheiro digital

A Argentina voltou a ocupar um papel central no debate sobre o futuro do dinheiro na América Latina. Em um cenário de inflação persistente, restrições cambiais e acesso limitado a moedas fortes, as stablecoins deixaram de ser alternativa e passaram a integrar o cotidiano econômico. O dólar digital virou instrumento operacional para proteger valor, liquidar transações e manter previsibilidade.

Esse movimento ajuda a explicar por que a América Latina se consolidou como uma das regiões mais avançadas do mundo na adoção de stablecoins. Diferentemente de mercados onde o debate ainda é conceitual, na região o dinheiro digital resolve problemas práticos. Volatilidade cambial, alto custo de remessas, fricções bancárias e barreiras de acesso impulsionaram a adoção.

“A América Latina não adotou stablecoins por ideologia ou moda tecnológica. A adoção veio da necessidade”, afirma Rocelo Lopes, CEO da iniciativa global de stablecoins da RezolveAI. Segundo ele, quando o sistema tradicional não resolve, soluções funcionais ganham espaço no dia a dia.

A combinação entre alta digitalização bancária, sistemas de pagamento instantâneo e pressões econômicas recorrentes transformou a região em um laboratório natural da próxima etapa da infraestrutura financeira. O foco deixa de ser o ativo e passa a ser o fluxo. Pagar, receber, converter e custodiar valor com simplicidade e escala virou prioridade.

Thuter ‘se muda’ para El Salvador

A Truther anunciou a migração de sua operação cripto para El Salvador, reforçando sua estratégia global. A decisão acompanha a consolidação do país como um dos ambientes regulatórios mais avançados para ativos digitais.

A mudança também acelera a integração ao ecossistema da RezolvePay, que conecta sistemas financeiros tradicionais a ativos digitais com escala e compliance. No médio prazo, a marca Truther será incorporada à RezolvePay.

Ripio amplia oferta de stablecoins

A Ripio anunciou a integração da Ripple USD (RLUSD) à sua plataforma no Brasil e na Argentina. A partir de 4 de fevereiro de 2026, usuários podem comprar e vender a stablecoin usando moedas locais, reais e pesos, ou criptomoedas, ampliando as alternativas em um mercado historicamente concentrado.

O lançamento ocorre em um setor que já soma US$ 317,8 bilhões em capitalização. Desse total, cerca de 59% está concentrado no USDT e 24% no USDC, o que torna a entrada de novas alternativas relevantes para diversificação. A RLUSD, lançada em dezembro de 2024, já ultrapassou US$ 1,3 bilhão em valor de mercado, figurando entre as poucas stablecoins acima desse patamar.

A Ripio também destacou a disponibilidade do XRP, ativo nativo do XRP Ledger, negociável na plataforma desde 2024. A empresa reforça que as stablecoins seguem como principal vetor de adoção institucional e ferramenta essencial em economias inflacionárias, ao reduzir fricções cambiais e ampliar o acesso a finanças globais.

Solana e Kalshi

Solana e Kalshi anunciaram mais de US$ 2 milhões em recursos para desenvolvedores interessados em criar aplicações de apostas tokenizadas e mercados de previsão. O financiamento já está aberto e foca equipes que desejam construir produtos sobre a infraestrutura da Kalshi, além de soluções voltadas a pagamentos privados e privacidade dentro do ecossistema da Solana, um dos ambientes mais ativos para inovação em blockchain.

A iniciativa busca acelerar casos de uso práticos em mercados de previsão, segmento que combina blockchain, dados em tempo real e estruturas reguladas de apostas. Eventos de grande escala, como a Copa do Mundo e as eleições no Brasil, tendem a impulsionar esse mercado ao aumentar volume e sofisticação das apostas. Segundo Pedro Marafiotti, Lead da Solana Superteam Brasil, esses momentos criam oportunidades para aplicações mais robustas e relevantes para a indústria.

Paralelamente, o ecossistema Solana reforçou o apoio a startups com o anúncio do calendário de hackathons de 2026 pela Colosseum, previstos para abril–maio e setembro–novembro. Além das competições, o programa contínuo Colosseum Eternal Sprint seguirá oferecendo suporte a equipes em desenvolvimento, mantendo um fluxo constante de inovação, capital e visibilidade global para projetos construídos na rede.

Ebury Bank chega ao Brasil

O Ebury Bank anunciou o início de sua operação como VASP no Brasil. A instituição lançou uma linha de compra e venda de stablecoins adaptada às diretrizes do Banco Central.

Desde janeiro, empresas passaram a contar com um novo trilho de liquidação para operações internacionais on-chain, unindo agilidade cripto à solidez bancária. Para o mercado, o movimento reforça que o dinheiro digital entrou em sua fase estrutural.

MEXC elimina taxas

A MEXC divulgou seu Relatório Anual da Estratégia Zero Fee 2025, revelando que a eliminação das taxas de negociação gerou US$ 1,1 bilhão em economia para usuários ao longo do ano. Segundo a exchange, 3,44 milhões de investidores foram beneficiados, com economia média de US$ 320 por usuário.

Em 2025, a MEXC removeu taxas em 3.026 pares à vista e 203 contratos futuros, impulsionando liquidez e volumes. No mercado de derivativos, a plataforma alcançou 72% de participação em PUMPUSDT e 59% em LINKUSDT, enquanto novos tokens ampliaram presença no mercado spot.

O relatório indica que Bitcoin e Ethereum mantiveram a liderança em futuros, enquanto narrativas como DeFi, Layer 1 e stablecoins ganharam tração à vista. Outro destaque foi o avanço em ativos do mundo real (RWA), com a MEXC concentrando grande parte do volume global de ações tokenizadas de empresas como McDonald’s, Amazon e Meta.

Mova atinge valuation de R$ 180 milhões

A Mova Protocol anunciou valuation de R$ 180 milhões após concluir um seed de US$ 3 milhões, marcando a transição para execução em escala. A estimativa foi baseada em fluxo de caixa descontado (DCF) e incorpora valor terminal, refletindo o potencial de longo prazo do negócio.

A empresa opera uma infraestrutura de dados construída a partir do uso real de veículos urbanos, combinando telemetria contínua, validação antifraude e registro em blockchain. Com 3.129 usuários cadastrados e 55% de ativação, a Mova já validou 17.217 trajetos, somando 388 mil quilômetros monitorados e 19 mil horas de telemetria.

O modelo captura dados via aplicativo gratuito, converte informações verificáveis em ativos digitais e recompensa motoristas pelo uso. Esses dados são comercializados com seguradoras, empresas e governos para relatórios operacionais e ambientais auditáveis, atendendo à crescente demanda regulatória — como a Resolução CVM 193/2023, alinhada ao padrão ISSB.

No curto prazo, o marketplace automotivo e integrações com eletropostos lideram a receita. No médio e longo prazo, a Mova planeja emitir créditos de carbono baseados em dados reais, com projeção de R$ 240 a 270 milhões em receita anual em cinco anos. A estratégia prioriza privacidade por design, mantendo a camada cripto invisível ao usuário final e reduzindo riscos regulatórios.

[Fonte Original]

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