25.5 C
Brasília
sábado, fevereiro 14, 2026

Cripto avança com tokenização, ouro digital e autocustódia na semana

- Advertisement -spot_imgspot_img
- Advertisement -spot_imgspot_img

Resumo da notícia

  • Tokenização de debêntures e ouro digital ganham espaço no mercado financeiro.

  • Custódia institucional e ETFs cripto avançam com novas parcerias globais.

  • Autocustódia e pagamentos com stablecoins ampliam uso cotidiano do Web3.

A semana foi marcada por diversos avanços no mercado cripto nacional. A VERT Capital anunciou a tokenização de debêntures da Mottu e do Banco Pine na XDC Network, somando cerca de US$ 375 milhões em ativos digitais e reforçando o uso da blockchain no mercado de renda fixa.

Ao mesmo tempo, a Mynt, plataforma do BTG Pactual, passou a oferecer o Paxos Gold (PAXG), ativo digital lastreado em ouro físico, ampliando opções de diversificação para investidores. O BTG também avançou na expansão do varejo ao concluir a aquisição de até 48% da fintech meutudo, fortalecendo sua estratégia no crédito digital.

No campo institucional, a Ripple ampliou sua solução de custódia com novas parcerias com Securosys e Figment, oferecendo maior segurança, compliance e serviços de staking para bancos e empresas.

Já a BitGo e a 21Shares expandiram sua colaboração global em staking e custódia para ETFs e ETPs, acompanhando o crescimento da demanda por exposição regulada a ativos digitais. As iniciativas reforçam a adoção institucional do setor, com foco em infraestrutura segura, governança e eficiência operacional.

A inovação também avançou no uso cotidiano das criptomoedas. A KAST anunciou parceria com a Pudgy Penguins para lançar um cartão de stablecoin voltado ao consumo diário, enquanto a Ledger integrou a DEX da OKX ao Ledger Live, permitindo negociação direta com autocustódia e maior segurança das chaves privadas.

VERT tokeniza debêntures da Mottu e Banco Pine

A VERT Capital anunciou a tokenização de debêntures brasileiras da Mottu e do Banco Pine na XDC Network. As operações somam cerca de US$ 375 milhões em ativos tokenizados, reforçando a aplicação da tecnologia blockchain no mercado tradicional de renda fixa.

A emissão da Mottu já possui cerca de US$ 60 milhões tokenizados, com previsão total de US$ 93 milhões, enquanto a do Banco Pine soma aproximadamente US$ 268 milhões. Com essas operações, a VERT busca alcançar US$ 1 bilhão em ativos tokenizados na rede até o final de 2026.

Mynt passa a oferecer Paxos Gold

A Mynt, plataforma de ativos digitais do BTG Pactual, anunciou a inclusão do Paxos Gold (PAXG) em seu portfólio. O ativo permite investir em ouro físico por meio de negociação digital, com cada unidade equivalente a uma onça troy armazenada em cofres credenciados. A novidade amplia as opções de diversificação e reforça a estratégia do banco de oferecer ativos globais com acesso simplificado.

O PAXG possui lastro integral em barras de ouro mantidas pela Brink’s em Londres, certificadas pelo padrão London Good Delivery e com pureza superior a 99,5%. O ativo é emitido pela Paxos Trust Company, regulada pelo Departamento de Serviços Financeiros de Nova York, e auditado mensalmente pela KPMG. A estrutura garante que o metal fique segregado do balanço da emissora, assegurando direitos diretos ao investidor.

O BTG também anunciou a conclusão da transação para adquirir até 48% da fintech de crédito meutudo, operação ainda sujeita à aprovação regulatória.

A parceria entre as empresas já existia, com o BTG fornecendo mais de 80% do funding da fintech. A combinação da tecnologia da meutudo com a estrutura de capital e governança do banco deve fortalecer a oferta de crédito e impulsionar a criação de um ecossistema financeiro mais competitivo no mercado brasileiro.

Ripple amplia custódia institucional

A Ripple anunciou novas parcerias estratégicas com Securosys e Figment para expandir os recursos do Ripple Custody, sua solução de custódia de ativos digitais voltada a instituições. A iniciativa busca acelerar a adoção institucional ao oferecer maior segurança, conformidade regulatória e integração simplificada para bancos e empresas do setor financeiro.

Com a Securosys, a empresa passa a oferecer módulos de segurança de hardware (HSM) para proteção de chaves criptográficas, disponíveis em ambientes locais ou na nuvem. Já a parceria com a Figment permite que instituições ofereçam staking em redes como Ethereum e Solana sem necessidade de infraestrutura própria. A Ripple também integrou recursos de compliance da Chainalysis e adquiriu a Palisade, reforçando suas capacidades operacionais.

As melhorias permitem triagem de transações em tempo real, controle direto sobre ativos e expansão de serviços financeiros baseados em blockchain com padrões institucionais de segurança. Segundo a empresa, o objetivo é reduzir a complexidade tecnológica e facilitar a entrada de instituições reguladas no mercado de ativos digitais.

KAST e Pudgy Penguins

A plataforma financeira KAST anunciou parceria com a marca Web3 Pudgy Penguins para lançar o Pengu Card, um cartão de stablecoin baseado em propriedade intelectual. O produto busca integrar a cultura Web3 ao uso cotidiano, permitindo pagamentos com ativos digitais em um modelo voltado ao consumidor global.

O cartão será oferecido nas versões Standard, Premium e Luxe, seguindo a estrutura de preços e recompensas já adotada pela KAST. Inicialmente disponível como cartão virtual, o produto terá versão física lançada posteriormente. A iniciativa também serve como porta de entrada para o ecossistema Pudgy Penguins, ampliando o acesso à comunidade.

BitGo e 21Shares

A BitGo e a 21Shares anunciaram a expansão de sua parceria estratégica nos Estados Unidos e na região EMEA, com foco em serviços de staking e custódia para produtos cripto como ETFs e ETPs.

A expansão ocorre após avanços regulatórios da BitGo, incluindo autorização para operar como banco fiduciário federal nos EUA e licenças na União Europeia. As empresas destacam que a colaboração reforça a adoção institucional de ativos digitais e impulsiona o desenvolvimento de novos produtos financeiros globais.

Outra novidade é que a BitGo recebeu aprovação do Office of the Comptroller of the Currency (OCC) para operar como banco federal fiduciário nos Estados Unidos, sob o nome BitGo Bank & Trust. O novo status fortalece seus serviços de custódia institucional e amplia a supervisão regulatória sobre suas operações com ativos digitais.

A mudança impacta diretamente o mercado imobiliário, especialmente em transações que utilizam criptomoedas como forma de pagamento. Empresas como a Guaranty Escrow afirmam que a autorização aumenta a confiança institucional e facilita a integração de ativos digitais em processos tradicionais de compra e venda de imóveis.

A nova estrutura já viabilizou operações de alto valor, como uma transação imobiliária de US$ 3,55 milhões financiada integralmente com criptomoedas. O avanço reforça a convergência entre infraestrutura cripto e sistemas financeiros tradicionais, oferecendo maior segurança jurídica e previsibilidade.

Ledger integra DEX da OKX ao Ledger Live

A Ledger anunciou a integração da exchange descentralizada da OKX ao aplicativo Ledger Live, permitindo que usuários negociem criptomoedas diretamente pela plataforma mantendo controle total sobre suas chaves privadas. As transações são assinadas no dispositivo físico, garantindo maior segurança e proteção dos ativos.

A solução utiliza o agregador de liquidez da OKX, que conecta mais de 400 fontes e mais de 25 blockchains, incluindo Ethereum, Polygon e BNB Chain. A atualização elimina a necessidade de exchanges centralizadas ou interfaces externas, facilitando o acesso a mercados on-chain com segurança de armazenamento em cold wallet.

A iniciativa acompanha a crescente demanda por soluções de autocustódia e pode beneficiar mercados como o Brasil, onde redes com taxas mais baixas têm ampla adoção. O movimento também sinaliza uma transformação no setor ao aproximar negociação ativa e armazenamento seguro.

[Fonte Original]

- Advertisement -spot_imgspot_img

Destaques

- Advertisement -spot_img

Últimas Notícias

- Advertisement -spot_img