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segunda-feira, fevereiro 9, 2026

Dificuldade de mineração do Bitcoin sofre maior queda desde banimento da China

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A dificuldade de mineração do Bitcoin caiu 11% no sábado (7), marcando a maior queda desde que a China proibiu a atividade em seu território, em julho de 2021.

O ajuste da dificuldade de mineração do Bitcoin ocorre a cada duas semanas e tem como objetivo manter a estabilidade da emissão da criptomoeda, independentemente do número de mineradores ativos na rede. 

Quando há muitos mineradores, a dificuldade aumenta; quando esse número diminui, a mineração se torna mais fácil. Esse mecanismo garante que, em média, um bloco seja minerado a cada 10 minutos, com a emissão de 3,12 BTC como recompensa.

Segundo dados do mempool.space, a dificuldade recuou no fim de semana para 125,86 trilhões. De acordo com o desenvolvedor de Bitcoin Mononaut, esse foi o 10º maior ajuste percentual negativo da história.

O principal fator de pressão sobre a mineração do Bitcoin é a queda do hashrate, ou seja, a quantidade de poder computacional dedicada à rede pelos mineradores. Nos últimos 30 dias, o hashrate do Bitcoin recuou cerca de 20%, segundo dados do Hashrate Index.

Esse movimento é resultado direto da queda no preço do Bitcoin, que na quinta-feira (5) atingiu o menor nível em dois anos, próximo de US$ 60 mil. Com a desvalorização do ativo, torna-se mais difícil para os mineradores sustentarem suas operações, levando alguns a desligarem suas máquinas em períodos de maior pressão, quando o custo da energia supera a recompensa obtida com a mineração.

Leia também: Entenda por que o Bitcoin desabou 12% nesta quinta

O ajuste periódico da dificuldade do Bitcoin existe justamente para mitigar esse tipo de desequilíbrio, garantindo que sempre haja mineradores operando na rede. No entanto, quedas bruscas no preço do ativo pressionam especialmente os pequenos players e exigem um período de adaptação até que a estabilidade das operações seja restabelecida.

Efeito China na mineração do Bitcoin

Em 2021, a China impôs uma proibição abrangente à mineração de criptomoedas, alegando preocupações com o consumo de energia, risco financeiro e impacto ambiental. Na época, o Bitcoin era cotado na faixa de US$ 30 mil, e o hashrate despencou de 50%, para 58 exahashes por segundo (EH/s), enquanto o país asiático era responsável por mais de 60% do hashrate global do Bitcoin.

Leia também: China volta a superar 20% da mineração mundial de bitcoin mesmo com proibição do governo

A repressão da China provocou então uma queda acentuada na atividade da rede e forçou os mineradores a se mudarem para países como Estados Unidos, Cazaquistão e Rússia. O estado americano do Texas emergiu como um importante centro de mineração dada à flexibilidade do uso de eletricidade na região.

Embora a repressão da China tenha afetado momentaneamente a rede do Bitcoin naquele período, o sistema rapidamente se reequilibrou e passou a registrar novos recordes em 2025, enquanto o BTC alcançava sua máxima histórica de US$ 126 mil.

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[Fonte Original]

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