O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, entrou em uma discussão complexa no Capitólionesta quarta-feira (4) sobre a natureza do Bitcoin, após responder a uma pergunta de um congressista sobre o papel potencial da criptomoeda em uma futura crise financeira.
“O Departamento do Tesouro tem autoridade para resgatar o Bitcoin?”, perguntou o deputado Brad Sherman (Democrata/Califórnia) a Bessent, durante uma audiência perante o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara.
O Secretário do Tesouro fez uma pausa por um instante antes de pedir a Sherman que desse mais detalhes. “O que significa exatamente ‘resgatar o Bitcoin’?”, respondeu Bessent.
Embora muitas empresas públicas tenham investido pesadamente em criptomoedas no último ano — e tais estratégias tenham sido cada vez mais questionadas em meio à recente queda do Bitcoin — a própria rede Bitcoin não corre o risco de se desestabilizar caso o preço da moeda caia ainda mais. Em seus primeiros anos, o Bitcoin funcionou sem problemas, com seu valor girando em torno de alguns centavos.
Sherman então mudou de assunto, perguntando a Bessent se ele poderia algum dia ordenar que os bancos americanos comprassem Bitcoin.
“Não tenho autoridade para fazer isso”, respondeu o secretário.
Após várias tentativas e interrupções, Sherman finalmente perguntou se o dinheiro dos contribuintes americanos seria investido em criptomoedas sob a supervisão do Secretário do Tesouro.
Mas Bessent rebateu defendendo a política atual do governo americano de estocar bitcoins apreendidos. Ele não respondeu sobre o uso de dinheiro público para comprar mais Bitcoins antes do término do tempo de perguntas de Sherman.
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Poucos minutos depois, o Secretário do Tesouro entrou em outra disputa relacionada a criptomoedas com um congressista democrata.
O deputado Gregory Meeks (Democrata/Nova York) pressionou Bessent sobre se ele instruiria o Escritório do Controlador da Moeda (OCC) a reter a licença bancária da empresa de criptomoedas da família Trump, a World Liberty Financial, até que uma investigação seja conduzida sobre a suposta aquisição parcial da empresa por uma entidade dos Emirados Árabes Unidos com ligações a um lucrativo e controverso acordo de chips de IA intermediado recentemente pela Casa Branca.
Bessent recusou-se a comentar o acordo, respondendo apenas que o OCC é independente. Em seguida, lançou acusações sobre uma suposta viagem que Meeks teria feito à Venezuela em 2006.
Meeks e Bessent gritaram um com o outro por alguns segundos depois disso, antes que a discussão fosse finalmente interrompida pelo presidente da comissão, French Hill (Republicano/Arkansas).
“Pare de acobertar o presidente!” gritou Meeks. “Não seja um puxa-saco, trabalhe para o povo americano!”.
* Traduzido e editado com autorização do Decrypt.
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