Os índices futuros de Nova York iniciaram o domingo (7) em leve alta, enquanto os investidores aguardam os dados de inflação e de emprego. A semana também terá uma nova onda de balanços corporativos, depois de volatilidade nos últimos dias, com o Dow Jones atingindo um marco histórico.
No início da noite, os futuros do S&P 500 e Nasdaq ganhavam alta de 0,3%, e o Dow Jones somavam 104 pontos, ou 0,2%.
As variações do mercado acontecem depois que os principais índices conseguiram se reerguer na última sexta-feira (6), compensando as quedas expressivas registradas nos dias anteriores.
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Tal movimento foi motivado por uma onda de vendas no segmento tecnológico, especialmente entre as empresas de software. Ao mesmo tempo, o Bitcoin sofreu uma queda acentuada antes de ensaiar uma retomada, refletindo a cautela dos investidores que buscam fugir de ativos de maior risco.
No último pregão, o Dow Jones avançou 1.200 pontos, um crescimento aproximado de 2,5%, o que permitiu ao índice encerrar o dia pela primeira vez na história acima da marca de 50 mil pontos. Acompanhando o otimismo, o S&P 500 valorizou cerca de 2%, enquanto o Nasdaq Composite registrou um saldo positivo superior a 2%.
O Bitcoin também mostrou fôlego ao retomar o patamar dos US$ 70 mil na sexta-feira, superando a desvalorização de quinta-feira, quando chegou a operar abaixo de US$ 61 mil.
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Paralelamente, o setor de software apresentou recuperação, com destaque para a Salesforce. O ETF iShares Expanded Tech-Software Sector (IGV) encerrou com alta de 3,5%, quebrando uma sequência negativa que vinha acumulando desde o fim do mês passado, quando o fundo havia entrado oficialmente em tendência de baixa.
“Após uma sequência de oito dias de perdas, os compradores finalmente voltaram ao setor de software na sexta-feira, sustentando um rali de alívio muito necessário enquanto o setor de tecnologia se aproximava de um suporte chave perto das mínimas de novembro”, disse Adam Turnquist, estrategista técnico chefe da LPL Financial, em nota.
Apesar disso, o analista ressalta que o setor tecnológico ainda caminha sem uma tendência definida, dependendo de uma superação clara dos picos alcançados em dezembro para mudar de patamar.
O especialista também afirmou que a evolução consistente do mercado como um todo depende de um novo protagonismo da tecnologia. Segundo sua análise, será difícil para o S&P 500 atingir a meta dos 7.000 pontos se não houver um engajamento maior das empresas desse ramo, com foco especial nas desenvolvedoras de software.
Na próxima quarta-feira, a atenção dos investidores ficará no Payroll, relatório oficial de mercado de trabalho de janeiro, divulgado pelo Bureau of Labor Statistics. Esperado na última sexta, a divulgação foi atrasada por decorrência de uma nova paralisação parcial do governo americano.
A expectativa em torno desses números aumentou depois que a ADP revelou uma criação de apenas 22.000 postos no setor privado em janeiro, resultado muito inferior ao projetado. Agora, analistas ouvidos pela Dow Jones trabalham com a estimativa de que os dados oficiais mostrem a abertura de 55.000 novas vagas.
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Da mesma forma, a apresentação dos dados da inflação ao consumidor referente ao mês de janeiro (outro indicador que sofreu adiamento devido à interrupção das atividades governamentais) está prevista para ocorrer na sexta-feira (13).
Além disso, a movimentação recente dos investidores, que têm retirado capital do setor tecnológico para apostar em outras áreas, pode ganhar força nos próximos dias se os balanços financeiros forem positivos. Entre as empresas que devem publicar seus números nesta terça-feira, destacam-se a Coca-Cola e a Ford.